Ministra oficializa pré-candidatura e redesenha disputa política no estado para 2026

A candidatura de Gleisi Hoffmann ao Senado pelo Paraná traz mudanças na chapa do PT e modifica a disputa eleitoral estadual em 2026.
A candidatura de Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, ao Senado pelo Paraná, redefiniu os rumos da chapa do PT para as eleições de 2026. Oficializada na quarta-feira (21) após reunião com o presidente Lula, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e Ênio Verri, a pré-candidatura da ministra substitui Verri na disputa majoritária e altera a estratégia da sigla no estado.
O impacto da candidatura de Gleisi na chapa do PT
Até então, Ênio Verri, atual presidente de Itaipu, tinha a vaga reservada para concorrer ao Senado pelo PT. Com a entrada de Gleisi na disputa, a sigla entende que a chapa precisa se ajustar para enfrentar a direita, que, apesar de dividida, mantém influência histórica no Paraná. A candidatura da ministra reforça o entendimento interno de que o segundo nome para o Senado deve ter perfil que ultrapasse a bolha da esquerda, com a possibilidade do senador Flávio Arns (PSB) sendo cotada para compor a chapa.
Alianças e estratégias eleitorais no Paraná
O PT articula uma ampla aliança para as eleições estaduais que inclui o PDT, com Requião Filho concorrendo ao governo, além do PC do B, PV, PSOL, e Rede. Há expectativa de incorporar partidos como PSB e Avante. O desenho da chapa ainda envolve negociações para a vice-governadoria ser destinada a partidos fora da composição petista. Essa aliança busca fortalecer o projeto liderado por Lula, que enfrenta o desafio de diminuir a vantagem da direita no estado, onde Bolsonaro obteve 62,4% dos votos válidos no segundo turno de 2022.
A direita no Paraná e a corrida ao Senado
O Paraná é governado por Ratinho Júnior (PSD), que pretende concorrer à Presidência contra Lula. No cenário estadual, a sucessão de Ratinho é disputada internamente pelo PSD, enquanto o senador Sergio Moro (União Brasil) já lançou pré-candidatura ao governo. Para o Senado, nomes como ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo), jornalista Cristina Graeml (União Brasil) e deputado Filipe Barros (PL) são cotados, além de possíveis candidatos do PSD como Guto Silva e Alexandre Curi.
Implicações para o governo federal e comando das Relações Institucionais
A decisão de Lula em lançar Gleisi para o Senado antecipa o debate sobre a sucessão na pasta de Relações Institucionais. Tradicionalmente, ministros que deixam o cargo para disputar eleições deixam a pasta sob comando do secretário-executivo, hoje Marcelo Costa, mas alas do PT defendem uma liderança política para o período eleitoral. Nomes como Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Camilo Santana (Educação) são citados para assumir o posto, embora o futuro político de Camilo no Ceará seja incerto, podendo concorrer ao governo estadual.
Desafios e perspectivas para o PT no Paraná
O cenário eleitoral no Paraná é complexo e marcado por uma direita fragmentada e uma esquerda que precisa consolidar sua base para enfrentar os desafios eleitorais. A entrada de Gleisi Hoffmann na disputa pelo Senado simboliza uma tentativa do PT de fortalecer sua presença e superar o histórico recente de predominância da direita no estado, buscando ampliar o palanque para Lula e minimizar o avanço do bolsonarismo nas eleições de 2026.
A movimentação política no Paraná nos próximos meses será decisiva para a configuração das candidaturas e o equilíbrio das forças em disputa no Senado e no governo estadual.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Pedro Ladeira/Folhapress





