Bolsa brasileira sobe mais de 3% com recuos de Trump e entra em nova máxima

Ibovespa alcança 171.817 pontos impulsionado pela entrada líquida de capital estrangeiro e queda do dólar

Bolsa brasileira sobe mais de 3% com recuos de Trump e entra em nova máxima
© B3/ Divulgação Foto: B3/Divulgação

A bolsa brasileira subiu 3,33% e chegou a 171.817 pontos, influenciada pelo recuo de Donald Trump em tarifas e disputa geopolítica, além do ingresso de capital estrangeiro.

O mercado financeiro brasileiro registrou um movimento expressivo em 21 de janeiro de 2026, quando o índice Ibovespa atingiu 171.817 pontos, marcando uma alta de 3,33%, a maior desde abril de 2023. Essa valorização significativa colocou o principal índice da B3 próximo da casa dos 172 mil pontos, renovando recordes históricos.

Cenário que impulsionou a alta da bolsa

O otimismo do mercado foi impulsionado principalmente pela diminuição das tensões externas envolvendo os Estados Unidos. O presidente Donald Trump recuou de discursos agressivos relacionados à imposição de tarifas comerciais à União Europeia e descartou o uso da força em disputas sobre a Groenlândia. Essas decisões foram bem recebidas pelos investidores, contribuindo para a melhora dos principais índices internacionais, como o S&P 500, que subiu mais de 1% em Nova York.

Comportamento do dólar e influência cambial

No mercado cambial, o dólar à vista registrou queda de 1,1%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,321, o menor valor desde 4 de dezembro de 2025. A queda da moeda americana foi influenciada pelo anúncio do recuo de Trump nas tarifas e pelo enfraquecimento da divisa frente a moedas de economias emergentes. Esse movimento contribuiu para aliviar a pressão sobre o câmbio brasileiro e reforçou o apetite por ativos locais.

Fluxo de capital estrangeiro e ambiente econômico

O Brasil recebeu um ingresso líquido de US$ 1,54 bilhão em capital estrangeiro somente até 16 de janeiro, evidenciando a confiança dos investidores na economia brasileira. A redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados os investimentos mais seguros, estimulou a migração de recursos para mercados emergentes como o brasileiro, buscando melhores retornos.

Impactos e expectativas para o mercado financeiro

O volume financeiro registrado na B3 alcançou R$ 43,3 bilhões, superando a média diária de 2026 e indicando maior disposição para assumir riscos. Apesar da liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pelo Banco Master, não houve impacto negativo nos preços dos ativos, mostrando resiliência do mercado frente a eventos pontuais.

Em 2026, o índice Ibovespa acumula alta de 6,6%, refletindo a combinação de fatores externos favoráveis e a estabilização da economia interna. A continuidade do fluxo positivo de investimentos estrangeiros e a manutenção do ambiente internacional mais tranquilo deverão seguir influenciando o desempenho do mercado financeiro brasileiro nos próximos meses.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Fonte: B3/Divulgação