Governador de São Paulo reafirma foco na reeleição e reforça apoio a Bolsonaro nas eleições
Tarcísio confirma campanha por São Paulo e desmente candidatura ao Planalto, reafirmando apoio a Bolsonaro e priorizando a reeleição no Estado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou oficialmente em 22 de janeiro de 2026 que será candidato à reeleição no Estado, afastando especulações sobre uma candidatura presidencial. Em suas redes sociais, Tarcísio declarou que seu foco é manter uma direita unida para “tirar a esquerda do poder”, reafirmando sua lealdade e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Contexto da decisão política
Nos últimos meses, Tarcísio de Freitas era visto como possível alternativa para representar o centro-direita na disputa presidencial, devido ao apoio de partidos como o PSD e à insatisfação de parte do eleitorado com os nomes tradicionais. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, chegou a manifestar interesse em compor uma coligação com o governador caso ele entrasse na briga pelo Palácio do Planalto.
Porém, a decisão de Tarcísio em permanecer na disputa estadual gerou desconforto na família Bolsonaro, que vinha cobrando uma posição clara do governador para consolidar a candidatura de Flávio Bolsonaro. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou diretamente a falta de posicionamento do governador em suas redes sociais.
Impactos no campo conservador
A desistência de Tarcísio da corrida presidencial beneficia Flávio Bolsonaro, que se consolida como principal nome do bolsonarismo para as eleições. Outros governadores da direita, como Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo), também seguem na disputa, mas o cenário atual fortalece o senador do PL-RJ.
Apesar de não citar Flávio Bolsonaro diretamente, o gesto de Tarcísio reforça a unidade do campo conservador e evita a dispersão de votos entre os candidatos aliados.
Atuação política e apoio a Bolsonaro
Durante o processo que culminou na prisão de Jair Bolsonaro e nas ações judiciais relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023, Tarcísio se posicionou como um articulador político relevante. Ele participou da construção do projeto de lei de anistia para os envolvidos, que foi aprovado pelo Congresso e posteriormente vetado pelo presidente Lula.
Esta atuação reforça o compromisso de Tarcísio com a manutenção da força política da direita e com a solidariedade ao ex-presidente.
Pesquisas eleitorais recentes
Uma pesquisa publicada pela Atlas/Intel pouco antes da manifestação de Tarcísio indicou que Flávio Bolsonaro lidera as intenções de voto entre eleitores bolsonaristas, com 35% em cenário de primeiro turno. Michelle Bolsonaro aparece em segundo, com 31%, e Tarcísio em terceiro, com 28%.
Em eventual segundo turno contra o presidente Lula, tanto Tarcísio quanto Flávio seriam derrotados, obtendo cerca de 45% dos votos.
Esta dinâmica reforça a complexidade do cenário eleitoral na direita e a importância do posicionamento dos principais nomes no processo de sucessão presidencial.





