Análise detalha os custos e órgãos que mais investiram em deslocamentos oficiais entre 2023 e 2025

Gastos com viagens a serviço no governo Lula somam R$ 7 bilhões em três anos, superando despesas anteriores e com destaque para ministérios da Justiça, Defesa e Educação.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou um total de R$ 7 bilhões em gastos com viagens a serviço nos primeiros três anos do seu terceiro mandato, conforme análise dos dados do Portal da Transparência feita pelo Metrópoles. Esses recursos contemplam despesas de ministérios e órgãos federais, excluindo as viagens realizadas diretamente pelo presidente.
Evolução dos gastos e contexto
A quantia de R$ 7 bilhões supera o montante investido nos seis anos que antecederam o governo Lula, entre 2017 e 2022. É importante lembrar que, durante o auge da pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021, as restrições sanitárias reduziram consideravelmente o número de viagens, refletindo também uma diminuição nos gastos relacionados.
De 2015 a 2025, o governo federal desembolsou, ao todo, R$ 16,1 bilhões para cobrir despesas com passagens, diárias, restituições, taxas de agenciamento e outros serviços vinculados às viagens a trabalho.
No recorde do período, 2024 registrou a maior despesa anual com R$ 2,37 bilhões, enquanto 2020 marcou o menor volume, com R$ 545 milhões, em razão da pandemia.
Destinação dos recursos e órgãos com maior gasto
Dos recursos investidos em 2025, a maior parte foi utilizada para deslocamentos dentro do território nacional, totalizando R$ 2,079 bilhões, enquanto as viagens internacionais alcançaram a cifra de R$ 276 milhões.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública encabeçou a lista de órgãos com maiores gastos em 2025, com R$ 396 milhões aplicados. Em seguida, aparecem o Ministério da Defesa, com R$ 311 milhões, e o Ministério da Educação, com R$ 304 milhões. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima registrou R$ 126 milhões em despesas.
Detalhes sobre o Ministério do Meio Ambiente
Em nota oficial, o Ministério do Meio Ambiente informou que empenhou R$ 145,6 milhões em 2025 para cobrir diárias e passagens de suas equipes e entidades vinculadas, como o Ibama e o ICMBio. Desse valor, cerca de R$ 10,2 milhões foram usados pela administração direta para coordenar e participar de agendas técnicas essenciais à formulação de políticas públicas.
O Ibama foi responsável pelo maior montante, R$ 90,9 milhões, voltado para atividades descentralizadas e operacionais em campo, incluindo ações em áreas federais prioritárias e fiscalização ambiental, combate a incêndios florestais. O ICMBio empenhou aproximadamente R$ 43,1 milhões em gestão, manutenção de unidades de conservação e operações em locais remotos.
Outras unidades vinculadas, como SFB, JBRJ, FNMA e Fundo Clima, tiveram participação residual nos gastos.
Transparência e acompanhamento
As informações levantadas não incluem viagens do presidente da República, focando exclusivamente nos deslocamentos de ministros e servidores federais. A análise detalhada destes dados permite compreender os investimentos do governo em deslocamentos oficiais, fundamentais para a condução de políticas públicas e representação nacional e internacional.
Os demais ministérios mencionados não se manifestaram até o fechamento desta reportagem.

Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Michael Melo/Metrópoles





