Presidente acusa líderes democratas de incitar insurreição e defende agentes federais em meio a protestos

Donald Trump critica governador de Minnesota e prefeito de Minneapolis após morte de homem durante ação do ICE, acusando-os de insurreição e defendendo uso da lei federal.
O presidente Donald Trump voltou a se posicionar veementemente sobre a morte de um homem americano de 37 anos durante uma abordagem da polícia de imigração do governo federal (ICE) em Minnesota, ocorrida no sábado, 24 de janeiro. Ao criticar o governador Tim Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ambos do Partido Democrata, Trump os acusou de fomentar uma “insurreição” por meio de discursos inflamados e questionou a atuação das autoridades locais frente à operação federal.
Acusações de Donald Trump contra líderes de Minnesota
Trump usou sua plataforma na rede Truth Social para denunciar que o governador e o prefeito estariam prejudicando o trabalho dos agentes do ICE, afirmando que eles “mandaram a polícia local se afastar” e criticando a suposta falta de proteção aos federais. Ele também publicou imagens da arma que, segundo ele, foi utilizada pelo homem morto, insinuando que a vítima representava uma ameaça à segurança pública.
O presidente ainda relacionou o ocorrido a um cenário de corrupção e fraude monetária no estado, atribuindo parte da responsabilidade aos democratas e defendendo as políticas de fronteira mais rígidas. Em tom agressivo, Trump ameaçou aplicar a Lei da Insurreição, um dispositivo legal com mais de dois séculos, para conter os protestos e restaurar a ordem em Minneapolis.
Contexto dos protestos e ameaças legais
Desde o início de janeiro, Minnesota tem sido palco de constantes manifestações em repúdio à morte de Renee Good, que não possuía antecedentes criminais. Em 15 de janeiro, Trump já havia declarado que acionaria a Lei da Insurreição caso os líderes locais não impedissem os “agitadores profissionais” que atacam os agentes do ICE. Essa lei autoriza o emprego das Forças Armadas em casos de distúrbios civis que ultrapassem a capacidade das autoridades locais, tendo sido utilizada pela última vez em 1992, durante os protestos em Los Angeles.
Reação das autoridades estaduais
Em entrevista, o governador Tim Walz criticou duramente a operação federal, acusando os agentes de “criar caos” e usar gás lacrimogêneo indiscriminadamente contra manifestantes. Ele informou que solicitou à Casa Branca a retirada dos agentes do ICE do estado e afirmou que o caso passará por investigação. Walz rejeita conclusões precipitadas da administração federal, destacando a necessidade de uma apuração justa e transparente.
Defesa do ICE e governo Trump
Gregory Bovino, comandante da Patrulha da Fronteira dos EUA, reiterou a defesa da ação dos agentes federais e atribuiu a responsabilidade pela escalada dos conflitos à falta de apoio das autoridades locais. Segundo ele, a operação é necessária para combater crimes relacionados à política de fronteira aberta promovida pelos democratas, alegando que o homem morto oferecia resistência violenta e representava uma ameaça à segurança dos agentes.
O episódio escancara tensões entre o governo federal e as autoridades estaduais de Minnesota, refletindo a polarização política marcada pelo debate sobre imigração, segurança pública e uso da força policial.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





