Caso de Alex Pretti, morto durante abordagem, intensifica críticas à presença de agentes federais na cidade
Americano enfermeiro morto em Minneapolis por agentes federais durante abordagem gerou protestos e críticas à repressão migratória do governo Trump.
O americano Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, foi morto a tiros durante uma abordagem realizada por agentes federais do governo de Donald Trump em Minneapolis, nos Estados Unidos, no último sábado (24). O caso vem causando intensa repercussão e manifestações contrárias à presença das forças federais na cidade.
Detalhes do incidente
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, um agente da patrulha da fronteira atirou em legítima defesa ao alegar que Pretti estaria armado e resistindo à abordagem. No entanto, imagens gravadas por testemunhas mostram mais de seis agentes em confronto com Pretti, sem aparente uso de arma de fogo pelo enfermeiro. O oficial Gregory Bovino afirmou que Pretti parecia tentar ferir os agentes, mas não forneceu detalhes que esclareçam o ocorrido.
Reação das autoridades e da comunidade
Stephen Miller, vice chefe de gabinete da Casa Branca, classificou Pretti como “terrorista doméstico” em rede social, o que foi contestado por líderes locais. O governador de Minnesota, Tim Walz, declarou que a investigação conduzida pelo governo federal não inspira confiança e que o Estado assumirá a apuração dos fatos. Além disso, autoridades estaduais e municipais pedem a retirada imediata dos 3 mil agentes enviados para a cidade.
Confrontos e manifestações nas ruas
Após a morte de Pretti, centenas de manifestantes foram às ruas do bairro onde ocorreu o tiroteio para protestar contra a ação dos agentes federais. Houve confrontos, com uso de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral por parte dos agentes, que estavam armados e mascarados. A polícia local e a Guarda Nacional foram acionadas para conter os distúrbios, que se acalmaram apenas após a saída dos agentes federais.
Contexto e preocupações locais
O episódio acontece semanas após outro incidente semelhante em Minneapolis, quando uma cidadã americana foi morta a tiros por um agente do ICE. A comunidade local tem relatado casos de detenções controversas, incluindo a retirada de um cidadão de sua casa com roupas inadequadas para o frio e a detenção de crianças em idade escolar. Esses fatos têm aumentado a indignação contra as operações federais de imigração na cidade, especialmente em meio a uma forte nevasca.
Investigações e próximos passos
Autoridades de Minnesota informaram que foram impedidas de acessar o local da morte de Pretti para realizar investigações. O chefe de polícia Brian O’Hara ressaltou que Pretti era proprietário legal de arma e não possuía antecedentes criminais, apenas infrações de trânsito. O caso segue sob investigação, enquanto moradores e autoridades locais clamam por transparência e o fim das operações repressivas do governo federal na cidade.





