Ato em Brasília mobiliza direita com Malafaia e Nikolas Ferreira

Manifestação busca pressionar STF por mudança no regime de prisão de Bolsonaro

Ato em Brasília mobiliza direita com Malafaia e Nikolas Ferreira
Manifestantes participam de ato em Brasília. Foto: Folhapress

Ato em Brasília organizado pela direita reúne milhares para pressionar STF a alterar prisão de Bolsonaro, com participação de Malafaia e Nikolas Ferreira.

A direita organiza para este domingo (25) em Brasília um ato político de recepção à caminhada do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A manifestação visa pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a rever o regime de prisão fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A expectativa é de reunir milhares de pessoas na Praça do Cruzeiro, região central da capital federal.

Organização e segurança

Apesar de ocorrer distante da Esplanada dos Ministérios, a segurança no Palácio do Planalto foi reforçada na véspera para evitar possíveis invasões. A organização do evento planejou uma estrutura modesta, sem uso de carros de som ou telões, focada em participação espontânea dos que acompanharam a caminhada iniciada em Belo Horizonte.

Ausências e participações confirmadas

O ato contará com a participação do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e figura influente no bolsonarismo. Ele vai discursar ao lado de Nikolas Ferreira, que conduziu a caminhada durante vários dias pela anistia a Bolsonaro e aos presos vinculados às manifestações de 8 de janeiro. Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participará, alegando a necessidade de cuidados diários com o ex-presidente, incluindo o preparo de refeições. Além disso, sua ausência evitaria desgastes nas relações com o ministro do STF Alexandre de Moraes, com quem manteve diálogo recente. Outro ausente é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, que está em Israel e pode, eventualmente, falar remotamente durante o evento.

Tensões internas na direita

O pastor Malafaia tem histórica influência no bolsonarismo, mas mantém divergências internas, sendo crítico à candidatura de Flávio Bolsonaro e declarando apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como possível candidato para 2026. A recente tensão entre grupos da direita ficou evidente após o cancelamento e posterior remarcação da visita de Tarcísio a Bolsonaro na prisão, com o STF autorizando o encontro para o dia 29 de janeiro.

A caminhada de Nikolas Ferreira

A mobilização começou em Belo Horizonte no dia 19 e ganhou adesão de lideranças como os deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Luciano Zucco (PL-RS), Rodrigo Valadares (União-SE) e o senador Magno Malta (PL-ES). Apesar da exaustão relatada entre os participantes, o movimento segue firme até Brasília, onde será recebida pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e demais apoiadores. O ato é visto como uma demonstração de força política e apoio popular para os objetivos do bolsonarismo na atual conjuntura.

Impactos e perspectivas

O ato em Brasília representa uma tentativa da direita de se reorganizar e manter a relevância política diante das decisões do STF e da prisão de Bolsonaro. A ausência de figuras centrais como Michelle e Flávio Bolsonaro indica cuidados estratégicos para evitar conflitos e desgastes públicos. A presença de Malafaia ressalta o papel das lideranças religiosas na articulação política do grupo, enquanto Nikolas Ferreira surge como um símbolo da renovação e da mobilização digital dentro do movimento.

Essa manifestação também sinaliza o clima de polarização e a disputa de narrativas em torno do futuro político do país, especialmente com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando. O episódio mostra a complexidade das alianças e divisões internas dentro da direita brasileira, revelando estratégias e desafios para sua consolidação eleitoral.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Folhapress