Após operação da Polícia Federal, governador Cláudio Castro exonera diretor-presidente do Rioprevidência por suspeitas em aplicações financeiras
PF investiga Rioprevidência e operação leva à exoneração de seu diretor-presidente após suspeitas de irregularidades em investimentos milionários.
O governo do Rio de Janeiro vive uma crise institucional após a deflagração da Operação Barco de Papel pela Polícia Federal (PF), que motivou a saída do diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. A PF investiga operações financeiras suspeitas envolvendo o fundo previdenciário estadual, que teriam exposto seu patrimônio a riscos incompatíveis com sua finalidade.
PF investiga operações financeiras irregulares no Rioprevidência
A investigação da PF foca em cerca de R$ 970 milhões aplicados pelo Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Há indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução a erro de órgãos públicos e fraude à fiscalização. A operação teve autorização da 6ª Vara Federal Criminal e resultou em mandados de busca e apreensão nas residências de ex-dirigentes e na sede do fundo.
Exoneração e desaparecimento do diretor-presidente
No dia 23 de janeiro, um dia após anunciar sua renúncia, Deivis Marcon Antunes foi oficialmente exonerado pelo governador Cláudio Castro (PL). Informações apontam que Antunes teria saído do país dias antes da operação, não sendo encontrado pelos agentes em sua residência. Seu paradeiro permanece desconhecido, o que intensifica as suspeitas e o impacto político da investigação.
Outras figuras envolvidas e apreensões realizadas
Além de Antunes, foram alvos da operação o ex-diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o ex-diretor interino Pedro Pinheiro Guerra Leal, ambos já afastados das funções. Em suas residências, foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e documentos que serão submetidos à perícia. Essas apreensões visam reunir provas para esclarecer as suspeitas de corrupção, associação criminosa e outras irregularidades.
Impactos e tentativas de reverter aplicações
O Rioprevidência vinha buscando reverter as aplicações em letras financeiras do Banco Master, negociando a substituição por precatórios federais, cujo vencimento se estende até 2033. Apesar do cenário investigativo, o fundo assegura que o pagamento de aposentadorias e pensões segue normalmente, tentando preservar a confiança dos servidores estaduais.
Repercussão política e medidas administrativas
A exoneração do diretor-presidente reforça a pressão por transparência e rigor na administração dos fundos públicos no Rio de Janeiro. A ação da PF e as investigações em curso evidenciam desafios na governança e na fiscalização dos recursos previdenciários, com impactos diretos na imagem do governo do estado e na estabilidade financeira dos servidores.





