Demora em acessar dados no caso Master não atrasa investigação da PF

Polícia Federal esclarece que atraso na extração dos dados apreendidos não compromete andamento das apurações

Demora em acessar dados no caso Master não atrasa investigação da PF
Foto: Agência Senado

PF afirma que a demora em acessar dados apreendidos na operação Compliance Zero não prejudicou investigação contra Banco Master.

A Polícia Federal informou que a demora em acessar os dados do material apreendido na operação Compliance Zero, relacionada ao Banco Master, não comprometeu o andamento da investigação. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, declarou que os peritos já tiveram acesso aos arquivos e que a instrução processual segue normalmente.

Centralização dos bens no STF e seus impactos

A razão para o atraso no acesso aos dados está na determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em 14 de janeiro, ordenou que todos os bens, documentos e aparelhos eletrônicos recolhidos fossem lacrados e enviados diretamente para a sede do STF. Essa medida afastou temporariamente a gestão direta da Polícia Federal sobre as provas.

Reação da Polícia Federal e medidas adotadas

A centralização das provas no Supremo causou preocupação na PF, que temia que a impossibilidade de extrair imediatamente os dados pudesse prejudicar a investigação, por riscos de acessos remotos ou destruição de provas. Em resposta, o diretor-geral Andrei Rodrigues formalizou um pedido para que o ministro reconsiderasse a decisão.

Decisão judicial e acompanhamento técnico

Posteriormente, o ministro Toffoli atendeu ao pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para que o material fosse enviado ao órgão antes do acesso pela PF. Contudo, o magistrado designou peritos da Polícia Federal para acompanhar a perícia dos aparelhos e documentos na sede do STF, garantindo assim a transparência e a integridade da análise.

Continuidade das investigações

Apesar do atraso inicial, a extração dos dados pelo corpo técnico da Polícia Federal já está em curso, e a investigação avança sem prejuízo. O diretor Andrei Rodrigues ressaltou que a instrução segue de forma regular e que o acesso aos arquivos essenciais para o prosseguimento do caso está assegurado.

A operação Compliance Zero, que envolve o Banco Master, segue sendo apurada pelo STF, com a colaboração da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República, respeitando os protocolos judiciais para garantir a lisura do processo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Agência Senado