IPCA-15 de janeiro sobe 0,20%, refletindo desaceleração da inflação

Prévia da inflação oficial mostra alta menor que dezembro e revela impacto dos preços dos alimentos e transportes

IPCA-15 de janeiro registra alta de 0,20%, abaixo da prévia de dezembro, com destaque para alimentos e queda nos custos de transporte.

O IPCA-15 de janeiro apresentou uma alta de 0,20%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado é inferior à prévia da inflação de dezembro, que registrou aumento de 0,25%, indicando uma desaceleração no ritmo de aumento dos preços no início de 2026.

Panorama geral da inflação

O índice de inflação acumulado nos últimos doze meses atingiu 4,5%, exatamente no teto da meta estabelecida pelo governo. Comparado a janeiro de 2024, quando a alta fora de 0,11%, o dado atual representa uma aceleração, ainda que moderada, da inflação.

Grupos com variação de preços

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas habitação e transportes registraram queda nos preços, com variações de -0,26% e -0,13%, respectivamente. Por outro lado, os grupos de saúde e cuidados pessoais, comunicação, e alimentação e bebidas tiveram aumentos expressivos, especialmente saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,81%.

Detalhes sobre saúde e alimentação

No segmento de saúde e cuidados pessoais, destacaram-se os artigos de higiene pessoal, com alta de 1,38%, e o reajuste de 0,49% nos planos de saúde. Em alimentação e bebidas, o IBGE ressaltou a alta de 0,21% nos custos da alimentação no domicílio, interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda. Esse aumento impacta diretamente o orçamento familiar, pois reflete o custo dos alimentos consumidos em casa.

Produtos com maiores variações

O tomate foi o produto que mais subiu no período, com alta de 16,28%, seguido pela batata inglesa, que aumentou 12,74%. Em contrapartida, o leite longa-vida e o arroz apresentaram quedas significativas, de 7,93% e 2,02%, respectivamente.

Redução nos custos de transporte

A queda nos preços do grupo transportes foi impulsionada pela redução de 8,92% nas passagens aéreas e pela diminuição de 2,79% nas tarifas de ônibus urbanos. Segundo o IBGE, a diminuição nas tarifas de ônibus ocorreu principalmente em Belo Horizonte, onde foi implementada a política de tarifa zero aos domingos e feriados, reduzindo os custos em 18,26% no transporte urbano da cidade. Essa medida compensou o aumento das tarifas em outras capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador.

Esses dados indicam um cenário misto para a inflação no início de 2026, com pressões de alta em produtos essenciais para a população, como alimentos e saúde, e alívio nos custos de transporte, que podem influenciar o comportamento do consumidor e as decisões econômicas nas próximas semanas.