Ex-ministro prestou serviços ao banco entre 2023 e 2024 antes de assumir o Ministério da Justiça
Lewandowski afirmou ter prestado consultoria jurídica ao Banco Master entre sua saída do STF em 2023 e antes de assumir o Ministério da Justiça em 2024.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Justiça, Ricardo Lewandowski, confirmou no dia 26 de janeiro de 2026 que prestou consultoria jurídica ao Banco Master no período entre sua aposentadoria do STF, em abril de 2023, e antes de ingressar no Ministério da Justiça em janeiro de 2024.
Consultoria jurídica entre cargos públicos
Lewandowski explicou que deixou a magistratura em 2023 e voltou às atividades advocatícias, atendendo diversos clientes, entre eles o Banco Master. Segundo a nota divulgada, o atendimento ocorreu enquanto Lewandowski estava sem cargos públicos, por cerca de oito meses. Ao aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública em janeiro de 2024, ele suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e cessou a atuação profissional.
Detalhes do contrato com o Banco Master
Reportagem revelou que o escritório de advocacia Lewandowski Advocacia, cuja sociedade é formada pelos filhos de Ricardo Lewandowski, manteve contrato com o Banco Master entre agosto de 2023 e setembro de 2025. O valor mensal da consultoria era de R$ 250 mil, totalizando aproximadamente R$ 6,5 milhões durante o período, incluindo meses após Lewandowski ter formalmente deixado o escritório em janeiro de 2024.
Reação e posicionamentos
A defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, afirmou que as contratações de consultoria pelo banco foram realizadas dentro de parâmetros profissionais, técnicos e regulares. A assessoria de Lewandowski não detalhou datas específicas nem valores da consultoria, mas confirmou a prestação de serviços.
Saída do Ministério da Justiça
Lewandowski renunciou ao cargo de ministro da Justiça em 8 de janeiro de 2026, alegando razões pessoais e familiares. Em sua carta de demissão, ressaltou ter exercido a função com zelo e dignidade, apesar das limitações políticas e orçamentárias enfrentadas. Agradeceu ao presidente Lula pela oportunidade de continuar servindo ao país após sua aposentadoria do STF.
A notícia reforça o debate sobre a transição entre cargos públicos e atividades privadas, especialmente envolvendo ex-integrantes do Supremo Tribunal Federal e relações com o setor financeiro.

Foto: Ricardo Lewandowski





