Polícia federal investiga desvio de recursos da saúde no Rio Grande do Norte

Operação cumpre 35 mandados contra esquema envolvendo prefeituras do estado

A Polícia Federal cumpre 35 mandados no Rio Grande do Norte contra desvios de recursos da saúde envolvendo prefeituras de Mossoró, Paraú e São Miguel.

A operação da Polícia Federal que investiga o desvio de recursos da saúde no Rio Grande do Norte movimenta o estado com o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão em prefeituras de Mossoró, Paraú e São Miguel. Essa ação, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), mira um esquema criminoso que teria causado prejuízos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Investigação e irregularidades apontadas

As investigações da PF indicam que contratos firmados para o fornecimento de insumos à rede pública de saúde apresentaram falhas graves. Empresas locais que mantinham contratos com diversas prefeituras são suspeitas de não entregarem os materiais conforme especificações, além de possíveis sobrepreços e entregas não realizadas. Auditorias identificaram problemas que comprometem a transparência e a eficiência dos recursos destinados à saúde municipal.

Mandados e medidas cautelares

Na casa do prefeito de Mossoró, Allysson Bezerra, a polícia apreendeu aparelhos eletrônicos como celular, notebook e dois discos rígidos para aprofundar as investigações. A ação também aplicou medidas cautelares e patrimoniais contra os investigados, embora o detalhes dessas medidas ainda não tenham sido divulgados. Os envolvidos podem responder por crimes relacionados ao desvio de verbas públicas e fraudes em licitações.

Repercussão política

Allysson Bezerra, que recentemente foi reeleito prefeito de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, é apontado como possível candidato ao governo do estado nas eleições de outubro. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, ele afirmou que sua gestão prioriza a transparência e que colaborará integralmente com as investigações, garantindo apresentar todos os documentos e informações solicitadas.

Caso confirme a candidatura, Bezerra precisará renunciar ao cargo até abril, conforme a legislação eleitoral que exige descompatibilização para candidatos a cargos executivos. O episódio traz impacto direto no cenário político local e evidencia a importância do controle dos recursos públicos para a credibilidade dos gestores.

Contexto mais amplo

Essa operação no Rio Grande do Norte ocorre em um momento em que outras investigações similares têm sido realizadas, visando combater desvios milionários nas áreas de saúde pública em diferentes estados brasileiros. O reforço nas ações de fiscalização é fundamental para garantir a correta aplicação dos recursos públicos e para proteger serviços essenciais à população.

A Polícia Federal, a CGU e demais órgãos envolvidos continuam as diligências para esclarecer toda a extensão do esquema e responsabilizar os envolvidos de acordo com a lei.