Comitê paralímpico convoca brasileiros para Jogos de Inverno na Itália

Brasil anuncia primeiro grupo de atletas para Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina com recorde de competidores

Comitê paralímpico convoca brasileiros para Jogos de Inverno na Itália
Atletas brasileiros em preparação para os Jogos Paralímpicos de Inverno. Foto: Direitos Reservados

Comitê Paralímpico anuncia primeira convocação para os Jogos de Inverno Milão-Cortina com cinco atletas confirmados.

Confira a programação dos atletas brasileiros para os Jogos Paralímpicos de Inverno 2026

Esqui cross-country: Cristian Ribera (Rondônia) – atual campeão mundial
Esqui cross-country: Aline Rocha (Paraná) – atual vice-campeã mundial
Esqui cross-country: Wellington da Silva (São Paulo) – estreante
Esqui cross-country: Elena Sena (São Paulo) – estreante
Snowboard: André Barbieri (Rio Grande do Sul) – representante na modalidade
Convocação final prevista para 3 de fevereiro: dois atletas adicionais para completar sete competidores

Maior delegação brasileira na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou a primeira convocação de atletas para os Jogos de Inverno Milão-Cortina, na Itália, que começam em 6 de março de 2026. O grupo inicial conta com cinco nomes, superando a delegação da edição anterior realizada em Beijing 2022, quando seis competidores representaram o Brasil. Este aumento evidencia o avanço do esporte paralímpico brasileiro em modalidades de neve, ampliando sua visibilidade e competitividade internacional.

Entre os convocados, destacam-se Cristian Ribera e Aline Rocha, que lideram o time no esqui cross-country. Ribera, natural de Rondônia, estreou nos Jogos de Inverno com apenas 15 anos em 2018 e já conquistou um sexto lugar que permanece como melhor resultado brasileiro na categoria. Aline Rocha, do Paraná, foi pioneira em 2018 e alcançou a melhor colocação feminina para o país em 2022, ao terminar em sétimo lugar na prova longa de 15 quilômetros.

Desenvolvimento e trajetória dos atletas brasileiros no cenário mundial

A participação brasileira nas Paralimpíadas de Inverno tem crescido de forma consistente, reflexo do investimento e da dedicação dos atletas e das entidades esportivas. Cristian Ribera e Aline Rocha são símbolos dessa evolução, com trajetórias que incluem títulos mundiais e performances expressivas em competições internacionais.

Além dos veteranos, a convocação traz a renovação com a inclusão de Wellington da Silva e Elena Sena, ambos paulistas e estreantes nos Jogos. O desempenho desses jovens nas Copas Continentais da Noruega e da Argentina em 2023 destacou-se por medalhas em provas diversas, demonstrando potencial para fortalecer a delegação brasileira.

No snowboard, o gaúcho André Barbieri retorna após participação em Beijing 2022, onde alcançou 13º lugar em duas modalidades. Sua presença reforça a experiência e a competitividade brasileira na neve.

Critérios técnicos e próximos passos para composição da equipe paralímpica

Os atletas convocados nesta primeira fase cumpriram os critérios estabelecidos pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) em colaboração com o CPB. A convocação final está marcada para 3 de fevereiro, quando mais dois nomes serão anunciados, fechando a delegação que representará o Brasil na Itália.

Este processo rigoroso visa garantir a qualidade técnica e o preparo físico dos competidores, essenciais para a busca por melhores resultados e para o fortalecimento da modalidade no país.

Impacto da convocação para o esporte paralímpico e o Brasil na cena internacional

A convocação histórica do Comitê Paralímpico reflete o aumento do interesse e do investimento nas modalidades de inverno no Brasil, tradicionalmente um país tropical. O crescimento do número de atletas e a presença constante em eventos internacionais contribuem para consolidar a imagem brasileira no cenário global e estimular novos talentos.

Além de valorizar a inclusão e a diversidade no esporte, a participação nas Paralimpíadas de Inverno fortalece o papel do Brasil como protagonista em competições paralímpicas, ampliando oportunidades e visibilidade para atletas com deficiência.

Este momento marca um passo decisivo para o desenvolvimento e a profissionalização do esporte paralímpico em condições de neve, abrindo caminho para futuras gerações e para o fortalecimento do calendário competitivo nacional e internacional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Fonte: Direitos Reservados