PT, PSOL e movimentos sociais convocam manifestações defendendo a soltura do ex-ditador venezuelano e a América Latina como zona de paz

Partidos de esquerda e movimentos sociais realizam atos em 12 cidades brasileiras pedindo a libertação de Nicolás Maduro e o fim da intervenção imperialista.
Confira a programação completa dos atos pela libertação de Maduro
Partidos políticos e movimentos sociais de esquerda convocam manifestações em 12 capitais brasileiras e cidades do interior para o dia 28 de janeiro, em apoio à libertação do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. Os locais e horários confirmados são:
São Paulo (SP), Centro: Ato a partir das 17h em frente ao Theatro Municipal
Belo Horizonte (MG): Manifestação local a confirmar horário
Rio de Janeiro (RJ): Mobilização programada para o dia
Fortaleza (CE): Evento em praça pública
Porto Alegre (RS): Ato em local central
Brasília (DF): Manifestação em área simbólica
Belém (PA): Evento público
Manaus (AM): Ato político
Natal (RN): Mobilização social
Maceió (AL): Ato de solidariedade
Salvador (BA): Manifestação convocada
Florianópolis (SC): Evento de apoio
Campinas (SP): Ato local
Ribeirão Preto (SP): Manifestação confirmada
Contexto da mobilização e articulação política na esquerda brasileira
Os atos pela libertação de Maduro são organizados pelo Comitê Brasileiro Pela Paz na Venezuela, que reúne partidos como o PT, PSOL, PCdoB e PSTU, além de organizações sociais como a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Cerca de 30 movimentos sociais participaram da última reunião preparatória para as manifestações. A esquerda brasileira denuncia o que chama de “sequestro” do ex-ditador e sua esposa, reafirmando a defesa da soberania da Venezuela e da América Latina como zona livre de agressões imperialistas.
Impacto da operação militar dos EUA e repercussões regionais
A detenção de Nicolás Maduro e Cilia Flores ocorreu em 3 de janeiro, durante uma ação militar dos Estados Unidos na capital Caracas e em outros três estados da Venezuela. O ministro da Defesa americano informou que cerca de 200 militares participaram da operação, que resultou em pelo menos 80 mortos, incluindo 32 soldados cubanos que estavam em missão oficial na Venezuela, segundo Cuba. Maduro e sua esposa foram levados para Nova York, onde aguardam julgamento sob acusações ligadas ao narcoterrorismo, que ambos negam. O episódio intensificou o debate sobre a interferência dos EUA na América Latina e gerou mobilizações em apoio ao governo venezuelano.
Significado da data escolhida para a manifestação e posicionamento dos organizadores
A data de 28 de janeiro foi selecionada para coincidir com os 12 anos da proclamação da América Latina e Caribe como zona de paz pela Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Os organizadores dos atos ressaltam que a mobilização é uma resposta à “gravíssima escalada imperialista” representada pela detenção de Maduro, que classificam como um sequestro articulado pelo governo de Donald Trump. Os slogans principais incluem “Pela libertação imediata de Maduro e Cília Flores”, “Fora Trump da América Latina” e “América Latina como Zona de Paz, livre de intervenção imperialista”.
Análise das mobilizações e possíveis desdobramentos políticos
As manifestações convocadas indicam o fortalecimento da articulação da esquerda brasileira em temas internacionais, especialmente em defesa dos governos aliados na região. A repercussão da prisão de Maduro tem provocado reações diversas no cenário político nacional e regional, com implicações para as relações diplomáticas entre o Brasil, Venezuela e Estados Unidos. A escolha das cidades mostra um esforço em articular diferentes regiões do país. A resposta popular e o impacto político dessas mobilizações podem influenciar debates sobre soberania, intervenção estrangeira e o papel do Brasil na América Latina nos próximos meses.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Venezuela em 5 de janeiro, em frente ao consulado dos EUA, em São Paulo





