Vale recebe multa e prazo de 48 horas para limpeza após vazamento de rejeitos em Ouro Preto e Congonhas

Governo de Minas multa Vale em R$ 1,7 milhão após vazamento em duas minas e determina limpeza em 48 horas.
Multa e prazo para Vale após vazamentos em minas de Ouro Preto e Congonhas
O governo de Minas Gerais multa a Vale em R$ 1,7 milhão e dá prazo de 48 horas para que a mineradora apresente um plano emergencial de limpeza após vazamentos de água contaminada com sedimentos nas minas Fábrica, em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas, ocorridos no domingo, 25 de janeiro de 2026. O coronel Alexandre Leal, representante dos órgãos ambientais, destacou que a multa pode ser ampliada caso novas irregularidades sejam detectadas. A mineradora também deve apresentar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) em até dez dias.
Impactos ambientais e áreas afetadas pela contaminação
O vazamento em Minas Fábrica foi estimado em 262 mil metros cúbicos de água poluída, afetando significativamente o ecossistema local. A contaminação atingiu o Rio Goiabeiras, além de assorear córregos como o Ponciana e o Água Santa, prejudicando a fauna e flora regionais. As falhas identificadas no sistema de drenagem das minas foram agravadas pelas intensas chuvas que atingiram Minas Gerais, exacerbando o impacto ambiental. A Defesa Civil informou que não houve bloqueio de vias ou comunidades afetadas diretamente pelo lamaçal.
Medidas emergenciais e sanções impostas à mineradora
Além da multa, a prefeitura de Congonhas suspendeu preventivamente as atividades da Vale para evitar novos danos ambientais. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou que a empresa realize imediatamente a limpeza das áreas afetadas e adote ações para conter o carreamento dos sedimentos. A mineradora foi autuada por poluição ambiental que atingiu propriedades de terceiros e por não informar o estado sobre o vazamento, agravando a situação.
Histórico e contexto das operações da Vale em Minas Gerais
A Vale é uma das maiores mineradoras do país, com operações extensas em Minas Gerais, onde mantém diversas minas ativas. Este episódio ocorre em um contexto de crescente fiscalização ambiental, especialmente após incidentes recentes que levaram à revisão de protocolos de segurança e monitoramento das atividades minerárias. A atuação rápida das autoridades demonstra o aumento da pressão para que empresas do setor adotem práticas mais rigorosas para evitar danos ambientais.
Consequências para o setor minerário e importância da fiscalização ambiental
O episódio reforça a necessidade de fiscalização constante nas operações minerárias para garantir a proteção dos recursos naturais e das comunidades locais. As sanções aplicadas pela administração estadual exemplificam o rigor com que órgãos ambientais estão tratando irregularidades. A Vale, como líder no setor, enfrenta agora desafios para reparar os danos causados, recuperar as áreas afetadas e restabelecer a confiança na gestão ambiental de suas atividades.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida, Mina de Fábrica, no município de Ouro Preto- Metrópoles





