Após pressões internas, PL articula candidatura conjunta de Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni para Senado em SC

PL articula chapa pura com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni para o Senado em Santa Catarina, após pressões internas e rachas na direita local.
Contexto da disputa pela chapa pura ao Senado em Santa Catarina
A formação de uma chapa pura ao Senado em Santa Catarina com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni tem ganhado força no Partido Liberal (PL) após pressões e movimentações internas em 2026. Este novo cenário político ocorre em um dos estados com maior base bolsonarista, o que torna a disputa ainda mais estratégica para a sigla.
A deputada federal Caroline de Toni, que inicialmente considerava deixar o PL devido a propostas de outras legendas, como o Partido Novo, tem reavaliado sua posição frente à possibilidade de compor chapa junto ao ex-vereador Carlos Bolsonaro. Essa articulação visa consolidar uma candidatura forte e unificada pelo PL no estado.
Tensões internas e resistências no PL de Santa Catarina
O anúncio da candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina gerou um racha entre os membros da direita local. A deputada estadual Ana Campagnolo, também do PL-SC, expressou publicamente seu descontentamento, argumentando que a decisão alterou acordos prévios que previam uma vaga para o partido e outra para aliados. Segundo ela, a candidatura de Carlos poderia levar Caroline de Toni a deixar o partido caso quisesse manter sua candidatura ao Senado.
Além disso, prefeitos e deputados estaduais declararam resistência a Carlos Bolsonaro, criticando sua relação distante com as pautas locais e sua falta de conhecimento sobre a realidade catarinense. A atuação desses grupos demonstra um cenário fragmentado dentro da direita, refletindo desafios para a coesão eleitoral do PL no estado.
A força do bolsonarismo e sua influência em Santa Catarina
Santa Catarina é reconhecida como um reduto bolsonarista, evidenciado pelos resultados expressivos de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018 e 2022, onde obteve respectivamente 75,92% e 69,27% dos votos no segundo turno. Essa base sólida contribuiu também para a eleição de Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente, como vereador em Balneário Camboriú, sendo o mais votado do município em 2024.
Esse histórico ressalta a importância da influência da família Bolsonaro em Santa Catarina, fator decisivo nas estratégias de candidatura para o Senado e alinhamentos políticos locais.
Estratégias eleitorais e negociações para as vagas ao Senado
Além da chapa pura do PL com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, outras negociações políticas estão em curso. O senador Esperidião Amin (PP-SC), aliado do governador Jorginho Mello, aparece como um potencial candidato apoiado por meio de coligações, buscando consolidar a representatividade do bolsonarismo na Casa Alta.
Caroline de Toni, que até então projetava sua candidatura de maneira independente, avalia os benefícios de permanecer no PL diante da proposta de chapa conjunta, o que pode alterar o equilíbrio das forças políticas em Santa Catarina nas próximas eleições.
Impactos e perspectivas para as eleições de 2026 em Santa Catarina
A provável composição da chapa pura ao Senado em Santa Catarina com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni representa um movimento estratégico do PL para capitalizar a influência bolsonarista na região, mas também evidencia as disputas internas e desafios para a unidade da legenda.
As tensões entre membros do partido e aliados locais indicam que a campanha pode ser marcada por divisões internas, o que poderá impactar o desempenho eleitoral. A capacidade dos candidatos de articular apoio e dialogar com as demandas locais será fundamental para consolidar sua posição.
O resultado dessa disputa poderá influenciar significativamente a representação política de Santa Catarina no Congresso Nacional e o alinhamento da direita no estado para as eleições federais.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Arte/Metrópoles





