Mesmo com recuos nos preços durante a última semana, a soja mantém valorização positiva no acumulado mensal influenciada por fatores externos e clima na América do Sul

Soja encerra semana em baixa na Bolsa de Chicago devido a pressões externas, mas mantém alta mensal impulsionada por clima e negociações internacionais.
Panorama da soja no mercado global e os efeitos na última semana
A soja encerra a última semana em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo o cenário externo registrado em mercados internacionais no período, apesar da alta mensal ainda observada. Os recuos nos principais contratos, como o de março e maio, indicam pressões que vão desde a valorização do dólar até oscilações em commodities correlatas, conforme análise da TF Agroeconômica.
Impactos da desvalorização do petróleo e valorização do dólar nas cotações da soja
O preço do petróleo sofreu queda significativa, desencadeando um efeito de contágio sobre metais preciosos como ouro e prata, o que influenciou negativamente o mercado da soja. A indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve causou valorização do dólar, reduzindo o suporte cambial para as commodities agrícolas e pressionando os preços do contrato de soja para março, que fechou com queda de 0,75% a 1064,25 centavos por bushel.
Avanço da safra na América do Sul e riscos climáticos para a produção de soja
Enquanto o mercado externo impõe volatilidade, o avanço da colheita na América do Sul mantém o foco dos agentes econômicos atentos. No Brasil, a colheita segue adiante, enquanto ondas intensas de calor na Argentina ameaçam até 30% da área semeada. Esses eventos climáticos podem comprometer a oferta regional, impactando a dinâmica das exportações e a formação de preços.
Mudanças no padrão de compras da China e seu efeito no mercado brasileiro de soja
A China já adquiriu oficialmente 9,65 milhões de toneladas de soja dos EUA, embora o mercado acredite que a meta de 12 milhões tenha sido alcançada. Isso levou compradores chineses a intensificarem negociações com o Brasil, incluindo reservas para embarques no segundo trimestre, o que pode equilibrar a demanda global e influenciar o posicionamento dos preços da soja no curto e médio prazo.
Desempenho dos derivados da soja e perspectivas para os próximos meses
Além da soja em grão, o farelo e o óleo de soja também sofreram quedas semanais, com recuos de 2,10% e 0,89%, respectivamente. Apesar disso, o farelo acumula perda mensal, enquanto o óleo registra alta superior a 10%. Esses movimentos refletem as complexidades da cadeia produtiva e o impacto das variações internacionais. O mercado segue atento às condições climáticas, políticas comerciais e indicadores macroeconômicos para projeções futuras.
Este cenário evidencia como a soja encerra a semana em baixa no mercado global, apesar da valorização mensal, em um contexto de múltiplos fatores que afetam desde o câmbio até o clima e a dinâmica das negociações internacionais.
Fonte: www.agrolink.com.br





