Análise do Simepar revela volumes pluviométricos abaixo do esperado e temperaturas estáveis no primeiro mês de 2026

Janeiro teve pouca chuva e temperaturas dentro da média no Paraná, com destaque para tornados e nuvens funil em diversas regiões.
Análise dos volumes pluviométricos e temperaturas no Paraná em janeiro de 2026
A chuva e calor no Paraná em janeiro de 2026 apresentaram comportamento atípico, com baixos volumes pluviométricos em grande parte do estado e temperaturas que se mantiveram dentro da média histórica. De acordo com o Simepar, esse cenário está associado à atuação predominante de massas de ar seco especialmente na primeira quinzena do mês, provocando uma sequência de dias secos e redução nas precipitações.
Estações meteorológicas que registraram chuva acima da média histórica
Apesar da maior parte das regiões registrar volumes de chuva inferiores à média, algumas estações se destacaram com índices acima do esperado para janeiro. Entre elas estão Fazenda Rio Grande (146 mm contra média 137,8 mm), Irati (176,6 mm contra 174,9 mm), Guaíra (125,8 mm contra 125,5 mm), Palotina (190 mm contra 160,1 mm) e Umuarama (211,2 mm contra 175,8 mm). Tais variações evidenciam a heterogeneidade das condições climáticas no estado.
Impactos das tempestades severas e ocorrência de tornados em janeiro
O período não se limitou ao déficit pluviométrico, pois também foram registradas tempestades severas caracterizadas pela presença de supercélulas em diversas regiões. Dois tornados foram oficialmente classificados pela escala Fujita: um tornado F1 em Arroio Guaçu, Mercedes, no dia 1º de janeiro, sem feridos; e um tornado F2 em São José dos Pinhais no dia 10, que causou danos em aproximadamente 350 residências e ferimentos leves em duas pessoas. Além disso, quatro eventos de nuvem funil surgiram em diferentes municípios, marcando a instabilidade atmosférica da época.
Temperaturas extremas e recordes para o mês de janeiro
As temperaturas máximas atingiram até 39,6°C em Antonina no dia 3, evidenciando calor intenso em algumas localidades litorâneas. Por outro lado, recordes de temperaturas mínimas foram registrados em várias cidades no dia 5 de janeiro, como 8,4°C no Distrito de Horizonte e 8,9°C em General Carneiro. Esses extremos refletem o efeito das massas de ar seco menos aquecidas, que inibiram o aquecimento excessivo durante o início do mês.
Panorama detalhado dos volumes de chuva em estações com mais de seis anos
A maioria das estações monitoradas pelo Simepar apontou volumes de chuva inferiores à média histórica para janeiro. Exemplos são Antonina com 185,2 mm (média 405,7 mm), Altônia com 99 mm (média 190,3 mm) e Cascavel com 54 mm (média 180,2 mm). Algumas cidades ficaram próximas da média, como Ponta Grossa, com 156,2 mm frente a 159,2 mm esperado. Esse cenário reforça a predominância da seca em grande parte do Paraná durante o período.
Expectativas para fevereiro: fim do La Niña e condições climáticas futuras
Com o encerramento do fenômeno La Niña, espera-se que fevereiro traga aumento nas temperaturas e maior incidência de chuvas típicas do verão paranaense. O Simepar prevê um tempo abafado acompanhado por precipitações, o que poderá alterar o quadro de estiagem observado em janeiro, além de oferecer condições para a ocorrência de tempestades típicas da estação.
O monitoramento contínuo e o estudo dos padrões meteorológicos são fundamentais para a gestão de riscos e planejamento em setores como agricultura, infraestrutura e defesa civil no Paraná.





