Negligência médica é investigada após complicações em procedimento simples em hospital particular da capital pernambucana

Cirurgia de baixo risco levou mulher a estado vegetativo em hospital de Recife, levantando questionamentos sobre negligência médica.
A cirurgia de baixo risco e seu impacto grave em Recife
A cirurgia de baixo risco realizada no Hospital Esperança, em Recife, em 27 de agosto de 2025, terminou com um desfecho trágico, deixando a paciente Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes em estado vegetativo. A consultora de imagem, de 38 anos, encontrava-se em boas condições de saúde antes do procedimento simples, que consistia na retirada de hérnia inguinal e pedra na vesícula por laparoscopia. Paulo Maia, advogado da família, denuncia negligência e falta de transparência nas investigações conduzidas pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).
A dinâmica e os problemas durante o procedimento cirúrgico
A cirurgia teve início por volta das 11h05, mas já apresentava sinais de que a ventilação não estava sendo feita adequadamente, com níveis de oxigenação em queda e episódios de apneia. A equipe enfrentou um atraso prévio devido à extensão de uma cirurgia anterior e a troca da anestesista por outra profissional no último momento. Segundo a defesa, a parada cardiorrespiratória ocorreu às 11h16, mas só foi diagnosticada às 11h18, atrasando o início das manobras de ressuscitação por cerca de dois minutos, o que pode ter agravado o quadro neurológico da paciente.
A repercussão jurídica e as medidas tomadas pela família
Diante da gravidade do caso, a família contratou uma perícia particular para análise do prontuário e documentos médicos, incluindo o relatório técnico do monitor usado na cirurgia, produzido por empresa estrangeira. Essas evidências serão fundamentais para esclarecer a cronologia dos eventos e identificar possíveis falhas da equipe. A defesa busca responsabilização adequada e maior transparência no processo de apuração.
O estado atual da paciente e os cuidados necessários
Camila permanece internada em estado vegetativo, necessitando de tratamento multidisciplinar que inclui fisioterapia motora e estímulos neurológicos. O acompanhamento contínuo é fundamental para minimizar os impactos das lesões causadas pela falta de oxigenação durante o procedimento cirúrgico.
A posição do Conselho Regional de Medicina e do hospital envolvido
O Cremepe declarou que todas as denúncias e sindicâncias relacionadas correm em sigilo para preservar a investigação. Já o Hospital Esperança, da Rede D’Or, procurado para comentar o caso, ainda não se manifestou até o momento. A apuração dos fatos segue em curso para garantir que eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas e que casos como este possam ser evitados no futuro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





