Partido oficializa saída do governo de Eduardo Leite e busca fortalecer direita para eleição estadual

O afastamento do PP do governo Eduardo Leite no RS revela nova configuração da direita para as eleições estaduais de 2026.
Confira a programação da aliança entre PP e PL para as eleições no Rio Grande do Sul
Julho: Convenção estadual do PP para confirmar apoio ao deputado federal Luciano Zucco (PL) na disputa ao governo do estado.
Março a abril: Pesquisa interna para avaliar o potencial eleitoral, rejeição e cenários de disputa, definindo candidatura principal e composição da chapa com vice e senador.
Afastamento do PP do governo Eduardo Leite marca novo alinhamento político
O afastamento do PP do governo de Eduardo Leite no Rio Grande do Sul sinaliza uma mudança significativa no mapa eleitoral gaúcho em 2026. A reunião do diretório estadual do partido no final de janeiro indicou claramente a saída da base governista, abrindo espaço para uma aliança com o PL, partido que lidera a oposição na Câmara estadual por meio do deputado Luciano Zucco. Covatti Filho, presidente estadual do PP, foi escolhido como candidato ao governo, com o objetivo de fortalecer a direita local e disputar competitivamente a sucessão no Palácio Piratini.
Estratégias internas do PP para definir candidatura e composição da chapa
O PP planeja realizar entre março e abril uma ampla pesquisa para identificar o cenário eleitoral mais favorável, avaliando a rejeição e o potencial de cada pré-candidato. Essa iniciativa visa definir se o partido sairá com candidatura própria ou se integrará a uma chapa liderada pelo PL, cedendo, nesse caso, as vagas de vice-governador e senador. A articulação política inclui também negociações para indicação de nomes na chapa, com os deputados Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) como principais pré-candidatos ao Senado, sendo Van Hattem o único confirmado até o momento.
Impacto do distanciamento do PP na polarização política do Rio Grande do Sul
O distanciamento do PP do governo Eduardo Leite ressalta o avanço da polarização política no estado, com o partido optando por um posicionamento claro à direita, conforme declarado pelo presidente estadual Covatti Filho. Essa mudança reflete a insatisfação da base do PP, que prefere uma aliança competitiva em vez de posturas moderadas ou de centro, rejeitando permanecer “em cima do muro”. O governador Leite, que busca se posicionar como alternativa antipolarização e tem ambições nacionais, enfrenta agora um cenário político mais fragmentado, com a direita gaúcha se consolidando em torno do PL e do PP.
Contexto histórico e desafios para o PP nas últimas eleições estaduais
O PP historicamente teve dificuldade em impor sua candidatura própria ao governo do Rio Grande do Sul, preferindo alianças estratégicas. Em 2018, o partido abriu mão da candidatura de Luis Carlos Heinze para apoiar Eduardo Leite, enquanto em 2022 Heinze concorrera novamente, mas ficou em quinto lugar, prejudicado pelo apoio de Jair Bolsonaro a outro candidato. Atualmente, Onyx Lorenzoni, que migrou para o PP, não foi citado como possível candidato na convenção, indicando que o partido busca renovar sua estratégia para ampliar seu protagonismo eleitoral neste ano.
Perspectivas para as eleições de 2026 e os próximos passos do PP
Com a definição da candidatura de Covatti Filho e a expectativa da aliança com o PL, o PP pretende consolidar a direita gaúcha e disputar o governo estadual com força. O próximo passo será a convenção do partido, quando a aliança será formalizada, e a pesquisa interna indicará a melhor configuração para a chapa majoritária. Enquanto isso, Eduardo Leite mantém seu posicionamento de centro e ambição nacional, com possibilidade de disputar uma vaga no Senado, enquanto seu vice, Gabriel Souza, assume a prioridade de liderar a transição no governo. O cenário político no Rio Grande do Sul segue dinâmico, com a reconfiguração das forças partidárias e o fortalecimento das candidaturas de direita.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: @covattifilho via Instagram





