Irã prende 139 estrangeiros durante protestos de janeiro

Entre os detidos, estrangeiros são acusados de incitar e organizar manifestações contra o governo iraniano

Irã prende 139 estrangeiros durante protestos de janeiro
8.jan.2026 – Pessoas nas ruas em protestos contra líder supremo do Irã

Irã deteve 139 estrangeiros durante protestos de janeiro, acusados de incitar manifestações contra o governo.

Irã prende 139 estrangeiros por participação nos protestos de janeiro

O Irã prende 139 estrangeiros durante os protestos que tomaram o país em janeiro de 2026, conforme informou o chefe de polícia da cidade de Yazd. Segundo as autoridades iranianas, os estrangeiros estavam envolvidos em “organizar, incitar e direcionar protestos”, além de manter contato com serviços de comunicação externos. A nacionalidade dos detidos não foi divulgada, mas um cidadão canadense foi confirmado entre os mortos durante os confrontos.

Contexto e intensidade dos protestos no Irã em 2026

As manifestações começaram no final de dezembro de 2025 e se intensificaram nas primeiras semanas de janeiro, marcando um período de forte contestação ao governo iraniano. Em resposta, o Irã cortou a comunicação com o exterior por semanas e aumentou a repressão interna, com cerca de 40.000 manifestantes detidos, segundo dados da Iran Human Rights. A instituição também registra um número elevado de mortos, com estimativas que variam entre 3.000 (oficial) e 6.854 (não oficial) vítimas fatais durante os confrontos.

Estratégias do governo iraniano para conter manifestações

Para conter os protestos, o governo iraniano realizou buscas domiciliares, estabeleceu postos de controle para deter os envolvidos e não poupou nem mesmo crianças nas ações repressivas. O uso de força policial e de inteligência foi intensificado, com relatos de prisões em massa e perseguição a estrangeiros suspeitos de liderar ou incitar a resistência.

Influência geopolítica e reações internacionais

A tensão no Irã atraiu atenção global, com os Estados Unidos considerando possíveis respostas militares durante o auge dos protestos em janeiro. Fontes indicaram que um ataque a Teerã era considerado provável pela Casa Branca, embora tenha havido pressões de países árabes da região do Golfo Pérsico para evitar intervenções externas que pudessem desestabilizar os mercados de petróleo e a economia global.

Negociações diplomáticas e perspectivas futuras entre Irã e EUA

Após um período de alta tensão, Irã e Estados Unidos marcaram reuniões para buscar um acordo que possa reduzir os conflitos. Uma das possibilidades discutidas é a diminuição ou até o encerramento do programa nuclear iraniano, na tentativa de acalmar as relações e evitar uma escalada do conflito.

O cenário permanece delicado, com o futuro das manifestações e a situação dos presos, especialmente os estrangeiros, ainda incertos. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos enquanto o Irã enfrenta um momento crítico em sua história recente.

Fonte: noticias.uol.com.br