Nova ferramenta visa bloquear a criação de contas em nome de terceiros sem autorização

Banco Central lança ferramenta para proteção contra fraudes
O Banco Central lançou nesta segunda-feira (1°) uma nova ferramenta chamada Protege+, que tem como objetivo impedir que golpistas abram contas bancárias em nome de outras pessoas sem a devida autorização. A implementação dessa ferramenta representa um importante passo na luta contra fraudes financeiras, oferecendo uma camada adicional de segurança aos consumidores.
Como funciona a adesão ao sistema
A adesão ao sistema é voluntária e para ativá-la, os usuários devem acessar o site do Banco Central. O acesso à ferramenta Protege+ é feito por meio de uma conta gov.br de nível prata ou ouro, que exige verificação em duas etapas. Os usuários devem informar seu CPF, caso sejam pessoas físicas, ou o CNPJ, no caso de pessoas jurídicas. Essa abordagem garante que apenas usuários autenticados possam utilizar a ferramenta.
Consultas obrigatórias pelos bancos
Todos os bancos deverão consultar a plataforma Protege+ antes de abrir qualquer conta, mesmo que o cliente já seja correntista da instituição. Essa exigência visa aumentar a segurança e garantir que não haja abertura indevida de contas com dados pessoais obtidos de maneira fraudulenta. Essa nova camada de proteção é crucial, especialmente em um momento em que o número de fraudes financeiras tem crescido significativamente.
Resultados iniciais da ferramenta
Desde o lançamento, mais de 19 mil pessoas já ativaram o novo sistema. De acordo com a última atualização, foram realizadas 760 mil consultas pelas instituições financeiras para abertura de contas ou inclusão de titulares. Destas, 456 contas não puderam ser abertas devido ao bloqueio acionado, evidenciando a eficácia do novo recurso.
O que fazer em caso de fraudes
Caso uma conta seja aberta em nome de alguém sem o consentimento dessa pessoa, é fundamental que a situação seja comunicada imediatamente ao banco. Além disso, o indivíduo deve reunir provas e registrar um boletim de ocorrência. Se a questão não for resolvida de maneira satisfatória, o próximo passo é buscar auxílio na justiça. Essa abordagem é essencial para garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados e que casos de fraudes não sejam ignorados.
Conclusão
A nova ferramenta do Banco Central representa um avanço significativo na proteção dos consumidores contra fraudes financeiras. Contudo, é importante lembrar que essa medida não substitui outras precauções que os usuários devem tomar para se proteger de golpes virtuais. O monitoramento constante de contas bancárias e a utilização de senhas seguras continuam sendo práticas essenciais para a segurança financeira.
Fonte: cultura.uol.com.br
Fonte: TV Cultura







