Instituto Água e Terra aponta perigo ambiental devido à substância tóxica lisogoma derramada na BR-376 em Ponta Grossa

Instituto Água e Terra confirma risco de contaminação do Rio Tibagi após acidente com caminhões na BR-376, destacando perigo ambiental da lisogoma.
Detalhes do acidente na BR-376 e o risco de contaminação no Rio Tibagi
O risco de contaminação no Rio Tibagi foi confirmado pelo Instituto Água e Terra (IAT) após o acidente envolvendo dois caminhões no Km 509 da BR-376, em Ponta Grossa, ocorrido no início da tarde desta terça-feira, 3 de janeiro. Um dos caminhões derramou uma substância amarela, a lisogoma, sobre a pista da rodovia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificou o líquido como óleo vegetal, porém o IAT alerta que a lisogoma é tóxica e perigosa para o meio ambiente quando descartada inadequadamente.
A lisogoma e seus impactos ambientais no Rio Tibagi
A lisogoma é classificada frequentemente como um resíduo perigoso pela sua capacidade de causar danos severos e imediatos em caso de vazamentos em rios e solo. Quando em contato com o corpo d’água do Rio Tibagi, a decomposição da substância consome todo o oxigênio da água, o que resulta na morte de peixes e outros organismos aquáticos. Além disso, a lisogoma bloqueia a entrada de luz solar e impede as trocas gasosas essenciais, destruindo a biodiversidade local. Embora não seja um veneno químico sintético, a substância contém elementos como fósforo, cálcio, magnésio, metais e pigmentos, que são poluentes quando acumulados em excesso.
Consequências do acidente para o tráfego e para o meio ambiente
O impacto do acidente se estendeu para o tráfego na BR-376, que ficou bloqueada em ambos os sentidos, ocasionando filas de até quatro quilômetros. Uma vítima sofreu fratura na perna e foi atendida. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, no sentido Curitiba, uma faixa segue fechada, e no sentido Ponta Grossa, ambas as faixas permanecem bloqueadas para o destombamento e remoção dos veículos. O acidente causou preocupação pelas consequências ambientais, principalmente com a confirmação da contaminação do rio pela lisogoma.
Ações do Instituto Água e Terra e monitoramento da situação
O IAT informou que divulgará um relatório mais detalhado sobre a situação do local do acidente na quarta-feira, 4 de janeiro. O instituto está monitorando os efeitos da contaminação no Rio Tibagi e avaliando os danos ambientais. As autoridades ambientais destacam a necessidade de medidas emergenciais para minimizar os impactos do derramamento e evitar a propagação da substância no ecossistema aquático da região.
Importância da prevenção e da resposta rápida em acidentes ambientais
Este episódio reforça a importância de protocolos rigorosos para o transporte e descarte de substâncias potencialmente perigosas. O acidente na BR-376 evidencia como falhas no manejo podem resultar em riscos significativos para o meio ambiente, além dos transtornos no tráfego e riscos humanos. A atuação rápida do IAT e a comunicação efetiva das autoridades são essenciais para a contenção dos danos e a preservação do Rio Tibagi e da biodiversidade local.





