Alta do milho é sustentada por clima e demanda global firme

Clima adverso na América do Sul e recuperação da demanda internacional impulsionam preços do milho no mercado interno e externo

Alta do milho é sustentada por clima e demanda global firme
Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista nesta terça-feira

A alta do milho é impulsionada por condições climáticas desfavoráveis na América do Sul e forte demanda internacional, refletindo no mercado interno e externo.

Alta do milho é influenciada pelo clima adverso no Brasil e na Argentina

A alta do milho tem sido sustentada por um ambiente climático desfavorável na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina, onde a seca ameaça a produtividade das lavouras. Essa situação, somada a dificuldades logísticas nas regiões produtoras brasileiras, mantém os preços firmes no curto prazo. Segundo análise da TF Agroeconômica, os agentes de mercado permanecem atentos às condições climáticas que impactam a oferta da commodity.

Contratos futuros na B3 refletem predominância de valorizações

No mercado brasileiro, os contratos futuros de milho negociados na B3 fecharam a sessão com comportamento misto, mas com predominância de altas nos principais vencimentos. O contrato para março de 2026 encerrou cotado a R$ 70,20, com valorização diária de R$ 0,91. Já o vencimento de maio alcançou R$ 69,95, com alta diária de R$ 0,67, enquanto o contrato de julho fechou a R$ 67,90. Esses valores indicam uma tendência de sustentação dos preços frente às incertezas climáticas e desafios logísticos.

Recuperação da demanda internacional eleva preços na Bolsa de Chicago

No cenário internacional, a alta do milho é refletida na valorização dos contratos na Bolsa de Chicago. Em março, o preço subiu 0,65%, fechando a US$ 428,50 por bushel, e o contrato de maio avançou 0,52%, a US$ 435,75. Esse movimento é apoiado pela recuperação da demanda ligada aos biocombustíveis, com destaque para o recorde histórico no processamento de milho para etanol em dezembro, que atingiu 12,4 milhões de toneladas. Essas cifras indicam um aquecimento do mercado externo, influenciando positivamente os preços globais.

Impactos das condições climáticas e logísticas no abastecimento nacional

As condições climáticas adversas na Argentina, principal fornecedor e alternativa de abastecimento para as indústrias do Sul do Brasil, geram preocupação quanto ao potencial produtivo do milho no país vizinho. Além disso, as dificuldades logísticas nas regiões produtoras brasileiras dificultam a distribuição eficiente da commodity, reforçando a percepção de suporte para os preços locais. Esses fatores ressaltam a importância da gestão de riscos climáticos e estruturais para o agronegócio.

Perspectivas para o mercado de milho nos próximos meses

Diante do cenário atual, a alta do milho deve se manter sustentada no curto prazo, com influências diretas das condições climáticas na América do Sul e da demanda internacional por biocombustíveis. A atenção dos agentes segue voltada para a evolução do clima e para os dados de consumo e processamento global, que poderão impactar o equilíbrio entre oferta e demanda. A continuidade das valorizações dependerá, ainda, das soluções logísticas e das condições agrícolas nos principais países produtores.

Fonte: www.agrolink.com.br