Lucro líquido da Bunge despenca 84,2% no último trimestre, reflexo da fusão e desafios do mercado global

Bunge apresenta queda de 84,2% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025, impactada pela fusão com Viterra e condições desafiadoras do mercado.
Análise da queda do lucro líquido da Bunge no quarto trimestre de 2025
A Bunge queda lucro líquido foi de 84,2% no quarto trimestre de 2025, atingindo US$ 95 milhões, refletindo um cenário complexo para o setor agroindustrial global. Este resultado marcante ocorre num contexto em que a empresa enfrentou mercados em rápida evolução e incertezas geopolíticas, segundo o CEO Greg Heckman. A queda expressiva é resultado da combinação dos efeitos da fusão com a canadense Viterra e desafios macroeconômicos.
Impactos da fusão entre Bunge e Viterra na performance financeira
A fusão concluída em julho de 2025 entre Bunge e Viterra foi o grande destaque do ano, criando uma companhia com receita anual estimada entre US$ 100 bilhões e US$ 110 bilhões. A união ampliou a capacidade de processamento e a presença geográfica, especialmente na América do Sul, onde o processamento e refino melhoraram na Argentina e no Brasil. Apesar dessas vantagens estratégicas, a integração da operação e o ambiente externo contribuíram para a retração dos lucros no curto prazo.
Desempenho do segmento de soja em 2025 e suas implicações
No segmento de soja, a Bunge aumentou o volume processado em 11,4%, passando de 36,8 milhões para 41 milhões de toneladas. As vendas líquidas cresceram de US$ 8,37 bilhões para US$ 11,04 bilhões no último trimestre, refletindo maior demanda e eficiência operacional. Apesar do crescimento volumétrico e financeiro, os custos e volatilidades no mercado global reduziram a margem líquida, influenciando o resultado final.
Projeções e estratégias financeiras para 2026
Para 2026, a Bunge projeta um lucro por ação ajustado entre US$ 7,50 e US$ 8,00, sugerindo uma recuperação gradual. A empresa planeja investimentos entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,7 bilhão, além de uma depreciação e amortização em torno de US$ 975 milhões. A taxa efetiva anual de imposto ajustada deve variar entre 23% e 27%. Essas estratégias indicam foco na expansão e adaptação a riscos e demandas globais.
Contexto global e desafios enfrentados pela Bunge em 2025
O ano de 2025 foi marcado por um cenário de incertezas geopolíticas e flutuações nos mercados agrícolas, impactando diretamente os resultados financeiros. A Bunge navegou nesses desafios enquanto buscava ampliar sua capacidade operacional e diversificar sua presença global. A empresa destaca a importância da fusão como um motor para enfrentar as dinâmicas do mercado, embora ainda haja desafios a serem superados para estabilizar os lucros.
A Bunge divulgará mais detalhes sobre sua visão de longo prazo e prioridades de alocação de capital durante o Investor Day, previsto para 10 de março de 2026, o que deve trazer maior clareza sobre os rumos da companhia no futuro próximo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





