Eua investem us$ 565 milhões em mineradora de terras raras em Goiás

Financiamento americano impulsiona Serra Verde para ampliar produção e reduzir dependência chinesa de minerais estratégicos

Governo dos EUA anuncia aporte de US$ 565 milhões para a Serra Verde expandir a exploração de terras raras em Goiás.

Confira os detalhes do investimento dos EUA na Serra Verde

O governo dos Estados Unidos anunciou em 5 de fevereiro de 2026 um financiamento de US$ 565 milhões para a mineradora Serra Verde, localizada em Goiás, com o objetivo de expandir a produção de terras raras. Essa iniciativa é parte da estratégia dos EUA para garantir o acesso a minerais críticos, essenciais para a fabricação de tecnologias avançadas, equipamentos militares e sistemas de energia limpa. O investimento, realizado pela Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC), também prevê a possibilidade de o governo americano adquirir uma participação minoritária na Serra Verde.

Estratégia dos EUA para reduzir dependência de minerais críticos chineses

A decisão dos Estados Unidos em investir na Serra Verde reflete uma mudança significativa em sua política de segurança mineral. Atualmente, a China domina o mercado de terras raras, o que gera preocupação estratégica pelo risco de dependência em insumos essenciais para setores tecnológicos e militares. O aporte financeiro e a possível participação acionária do governo americano visam fortalecer a cadeia de suprimentos fora da influência chinesa, promovendo a diversificação e autonomia na produção desses minerais estratégicos.

Perfil e operações da Serra Verde como produtora global de terras raras

A Serra Verde é uma mineradora de capital privado, controlada pelos grupos de private equity Denham Capital e EMG (Energy and Minerals Group), sediados nos EUA, e Vision Blue, do Reino Unido. É reconhecida como a única produtora fora da Ásia capaz de extrair em larga escala terras raras pesadas críticas, como disprósio e térbio. Esses elementos são indispensáveis na fabricação de ímãs de alto desempenho e outras tecnologias de ponta, conferindo à empresa um papel estratégico no mercado global.

Impactos do financiamento para a expansão e otimização da produção

Com o aporte financeiro da DFC, a Serra Verde planeja refinanciar empréstimos existentes em condições mais favoráveis para aumentar sua capacidade produtiva. Além disso, os recursos serão destinados à otimização operacional no Brasil, visando redução de custos sustentáveis e aprimoramento do produto para novos mercados. Espera-se que essa expansão permita à mineradora alcançar uma produção anual próxima a 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras raras até 2027, consolidando sua posição global.

Perspectivas sobre a participação minoritária do governo americano na mineradora

As negociações para que o governo dos EUA adquira uma participação minoritária na Serra Verde estão em andamento, com definição dos detalhes prevista para os próximos meses. Essa medida pode fortalecer ainda mais a cooperação entre o setor público americano e a empresa, além de garantir maior controle sobre essa importante fonte de materiais estratégicos. O CEO da Serra Verde, Thras Moraitis, destacou a relevância dessa parceria para ampliar a competitividade e segurança da cadeia produtiva de minerais críticos.