Senador Carlos Viana tenta estender prazo da CPMI enquanto Davi Alcolumbre evita reunião para discutir adiamento

CPMI do INSS busca prorrogação junto ao Congresso, mas enfrenta resistência do presidente Davi Alcolumbre, enquanto investigações avançam.
CPMI do INSS busca prorrogação dos trabalhos apesar da resistência no Congresso
A CPMI do INSS está próxima de encerrar seus trabalhos em 28 de março de 2026, sem perspectiva de prorrogação oficial até o momento. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão parlamentar mista de inquérito que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, tem tentado viabilizar uma extensão do prazo junto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Contudo, Alcolumbre tem ignorado os pedidos de reunião, dificultando a possibilidade de prorrogação. O regimento prevê extensão de até 120 dias, mas Viana considera que metade deste período seria suficiente para concluir as investigações.
Impacto das investigações e revelações sobre esquema de fraudes no INSS
A CPMI do INSS foi criada após denúncias de um esquema de fraudes envolvendo associações que cobravam descontos indevidos de aposentados, com arrecadação que chegou a R$ 2 bilhões em um ano. As reportagens jornalísticas desencadearam inquéritos da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, resultando em operações como a Sem Desconto e a demissão de autoridades ligadas ao INSS e à Previdência. A relevância das apurações é destacada pelo volume de processos e pela complexidade das denúncias, que apontam para uma rede organizada de desvios e irregularidades.
Previsão de depoimentos-chave e atuação da CPMI antes do encerramento
Entre as ações pendentes da CPMI está o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, marcado para 26 de fevereiro, logo após o Carnaval. Vorcaro cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, e sua audiência foi remarcada após acordo com a comissão e decisão do ministro Dias Toffoli, relator do inquérito relacionado ao caso Master no Supremo Tribunal Federal. Esses depoimentos são considerados estratégicos para aprofundar as investigações e esclarecer ligações financeiras e políticas associadas ao esquema.
Implicações políticas e pedidos de convocação na reta final da CPMI
O presidente da CPMI também pretende colocar em votação requerimentos de quebra de sigilo e convocação de envolvidos, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lulinha foi citado pela Polícia Federal como possível sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e acusado de receber pagamentos milionários. Apesar da rejeição anterior da convocação em plenário, a comissão pode retomar o pedido para aprofundar as apurações contidas no relatório financeiro.
Possível recurso ao Supremo Tribunal Federal caso prorrogação não seja aprovada
Diante da resistência do Congresso, a CPMI avalia acionar o Supremo Tribunal Federal para garantir a extensão dos trabalhos. Essa alternativa demonstra a preocupação dos membros da comissão em não interromper as investigações, que ainda demandam tempo para coleta de provas, audiências e análise de documentos. O desfecho dessa disputa institucional determinará o alcance final das apurações e a possibilidade de responsabilização dos envolvidos no esquema de fraudes do INSS.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto





