stj confirma indenização de r$ 1 milhão a família de aluna assassinada em excursão escolar

Superior Tribunal de Justiça reconhece falhas graves da Escola Waldorf Rudolf Steiner na morte de Victoria Mafra Natalini em Itatiba

stj confirma indenização de r$ 1 milhão a família de aluna assassinada em excursão escolar
Imagem da Escola Waldorf Rudolf Steiner, responsável pela excursão. Foto: Reprodução Facebook

STJ determina que Escola Waldorf Rudolf Steiner pague R$ 1 milhão ao pai de Victoria Mafra Natalini, morta em excursão escolar em Itatiba.

STJ reafirma indenização de R$ 1 milhão em caso de aluna morta em excursão escolar

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu esta semana que a indenização paga pela Escola Waldorf Rudolf Steiner deve ser de R$ 1 milhão ao pai da aluna Victoria Mafra Natalini, morta em 2015 durante uma excursão na Fazenda Pereiras, em Itatiba, a 84 km de São Paulo. A decisão unânime da Quarta Turma do STJ reconheceu a “sucessão de falhas assombrosas” da instituição, considerando que a morte da jovem não foi um acidente, mas um homicídio violento sob responsabilidade da escola.

Contexto e falhas da Escola Waldorf Rudolf Steiner na excursão a Itatiba

No episódio ocorrido em 2015, Victoria, de 16 anos, desapareceu durante uma atividade com 34 alunos na fazenda. Ela teria dito que iria ao banheiro e não mais retornou. A demora para notar seu sumiço e comunicar as autoridades e a família foi apontada pelo ministro relator Antonio Carlos Ferreira como exemplo da enorme negligência da escola. Segundo Ferreira, a escola falhou gravemente ao assumir a responsabilidade pelo cuidado dos alunos, configurando um grau de culpa elevado.

Investigação policial e reabertura do caso após insistência da família

Inicialmente, a polícia considerou a morte de Victoria como natural, e o corpo foi encontrado sem sinais aparentes de violência. O laudo necroscópico indicava morte por causas indeterminadas. Contudo, a família, liderada pelo pai João Carlos Siqueira Natalini, contestou a conclusão apresentando evidências de peritos particulares. Isso levou à reabertura do inquérito e a uma investigação pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que concluiu que a causa da morte foi homicídio por asfixia. Até hoje, o autor do crime não foi identificado, e o caso permanece sem solução definitiva.

Impactos da decisão do STJ sobre responsabilidade civil e proteção aos estudantes

A sentença do STJ reforça um entendimento jurídico importante: a entrega de um filho à escola não é mera contratação comercial, mas um ato de extrema confiança, que impõe responsabilidade rigorosa às instituições educacionais. O reconhecimento do erro da escola pode gerar precedentes para casos futuros, ampliando a proteção legal das crianças e adolescentes em ambientes escolares, principalmente em atividades extraclasse.

Cronologia e repercussão da ação judicial desde 2018

A ação de indenização foi iniciada em 2018, tramitando inicialmente no Tribunal de Justiça de São Paulo, que reduziu o valor pleiteado de R$ 1 milhão para R$ 100 mil. Insatisfeita, a família recorreu ao STJ, onde a decisão foi revertida por unanimidade nesta semana. O caso mobilizou debates acerca da segurança em excursões escolares e da necessidade de aprimorar protocolos de prevenção e resposta em situações de emergência.

A Escola Waldorf Rudolf Steiner não se manifestou até o momento sobre a sentença, mas o espaço permanece aberto para possíveis posicionamentos. A investigação jornalística continuará acompanhando os desdobramentos e as medidas adotadas para evitar tragédias semelhantes no futuro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Reprodução Facebook