Luiz Schwarcz defende que brasileiro tem paixão pela leitura

Fundador da Companhia das Letras fala sobre o renascimento do interesse literário no Brasil

Luiz Schwarcz defende que brasileiro tem paixão pela leitura
Luiz Schwarcz durante entrevista no programa Provoca. Foto: TV Cultura

Luiz Schwarcz, fundador da Companhia das Letras, afirma que brasileiro gosta de ler e destaca o renascimento do interesse literário.

Luiz Schwarcz e o renascimento do interesse pela leitura

No programa ‘Provoca’, exibido na terça-feira (2), o apresentador Marcelo Tas teve a oportunidade de entrevistar Luiz Schwarcz, editor e fundador da Companhia das Letras. Durante a conversa, Schwarcz compartilhou sua visão otimista sobre o cenário literário atual no Brasil.

Ele enfatizou que a crença de que ‘o brasileiro não gosta de ler’ é uma ideia equivocada, afirmando que existem diversas evidências que contradizem essa afirmação. Para Schwarcz, o aumento do número de leitores e a popularidade das feiras de livros demonstram que a leitura é uma atividade valorizada pela sociedade.

O papel das políticas educacionais

Schwarcz atribui ao trabalho realizado durante os governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a significativa redução do analfabetismo no país. Ele enfatizou que as políticas de incentivo à leitura e à formação de bibliotecas escolares foram fundamentais para criar um ambiente propício à literatura, especialmente para as classes menos favorecidas.

“Nos bons governos que nós tivemos, o índice de analfabetismo diminuiu bastante. Temos um monte de provas de que o brasileiro gosta de ler”, afirmou Schwarcz. Ele menciona as feiras de livros, onde é comum ver jovens formando filas para obter autógrafos de seus autores favoritos, o que, segundo ele, reflete um verdadeiro ‘fenômeno de beatlemania’ em torno da literatura.

Impacto nas novas gerações

O editor destaca que o interesse pela leitura entre os jovens é um resultado direto das políticas de bibliotecas que se tornaram comuns nos governos democráticos do Brasil. Ele acredita que essas iniciativas têm contribuído para cultivar uma nova geração de leitores apaixonados, que frequenta eventos literários e se envolve ativamente com a cultura do livro.

Além disso, Schwarcz ressalta a importância da institucionalização da compra de livros para bibliotecas escolares, uma prática que tem beneficiado estudantes de diversas origens econômicas. “Esse pessoal jovem que está correndo nos corredores da Bienal são frutos de políticas de bibliotecas dos governos democráticos brasileiros”, acrescenta.

A importância da leitura no Brasil

A conversa no programa ‘Provoca’ não apenas destaca as opiniões de Schwarcz, mas também abre espaço para uma reflexão mais ampla sobre a importância da leitura na formação cultural do Brasil. O editor acredita que, ao contrário do que se possa pensar, o povo brasileiro sempre teve um grande apreço pela literatura, e que esse amor é reforçado por políticas que promovem o acesso aos livros.

Por fim, Schwarcz convida todos a reavaliarem suas percepções sobre a leitura no Brasil, sugerindo que, em vez de perpetuar a ideia de que os brasileiros não leem, devemos celebrar e apoiar o crescente interesse literário que se manifesta nas novas gerações. Assista ao programa completo para mais detalhes sobre essa discussão rica e significativa.

Fonte: cultura.uol.com.br

Fonte: TV Cultura