Parlamentares brasileiros aceleram discussões para viabilizar implementação provisória do tratado comercial entre Mercosul e União Europeia

O Congresso Nacional dá passos decisivos para a ratificação do acordo Mercosul-UE, buscando acelerar a implementação provisória do tratado comercial.
Congresso acelera discussão do acordo Mercosul-UE com sessão prevista para 10 de fevereiro
O acordo Mercosul-UE está no centro das atenções no Congresso Nacional brasileiro, que busca destravar sua implementação provisória. Já na próxima terça-feira (10/2), parlamentares e membros do Parlamento do Mercosul (Parlasul) iniciarão as discussões sobre o MSC 93/2026. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, destaca que há diálogo constante com lideranças das duas Casas e o Executivo para garantir avanço responsável e dentro do cronograma.
Histórico de negociações e aprovação do maior acordo comercial bilateral do mundo
Após mais de 20 anos de negociações, o tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia foi aprovado em janeiro de 2026. Este acordo é considerado o maior entre blocos econômicos globais, criando uma zona de livre comércio que facilita a importação e exportação de múltiplos produtos com tarifas reduzidas ou zeradas. Contudo, para entrar plenamente em vigor, o tratado precisa ser ratificado individualmente por cada país-membro dos dois blocos, procedimento que ainda está em curso.
Resistências europeias e mecanismos para implementação provisória do tratado
Apesar da aprovação, a União Europeia enfrenta resistência de alguns países e setores, especialmente produtores agrícolas que temem impactos no mercado local. O Parlamento Europeu levou o acordo à justiça, mas a legislação europeia permite a entrada em vigor provisória do acordo, mesmo sem a aprovação formal de todos os países. A internacionalista Ana Beatriz Zanuni explica que essa implementação provisória é uma exceção regulada que possibilita a execução parcial de acordos internacionais.
Estrutura legislativa brasileira para ratificação do acordo Mercosul-UE
No Brasil, o processo legislativo é coordenado para garantir que o tratado avance de forma coordenada. Inicialmente, o acordo será analisado pelo Parlasul, órgão que agrega parlamentares de todos os estados-membros do Mercosul, para alinhar os temas comuns. Depois, segue para votação na Câmara dos Deputados — prevista para este mês de fevereiro — e, por fim, passará pelo Senado Federal, onde a Comissão de Relações Exteriores fará análise detalhada antes da votação plenária.
Impactos econômicos esperados e articulação diplomática para aprovação
O governo brasileiro avalia o acordo como um passo estratégico para impulsionar a economia nacional e sul-americana, fomentando o comércio internacional e atraindo investimentos. Parlamentares sul-americanos têm buscado diálogo com lideranças europeias, contando com apoio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do chanceler alemão, Friedrich Merz, que sinalizam positivamente quanto à implementação provisória. A expectativa é que o acordo seja aprovado nos próximos meses, abrindo caminho para maior integração econômica entre os continentes.
Comissão de Relações Exteriores cria grupo de trabalho para monitorar andamento do acordo
Visando acelerar a tramitação e aprofundar o debate, a CRE do Senado criou um grupo de trabalho específico para acompanhar o acordo Mercosul-UE. Esse colegiado busca preparar o terreno para as votações que ocorrerão nos plenários das casas legislativas, garantindo que o Brasil esteja alinhado com as diretrizes internacionais e possa aproveitar os benefícios do tratado o quanto antes.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida das bandeiras do Mercosul e União Europeia





