Renúncia do diretor jurídico e posse de nova diretora reforçam governança em meio a investigação
BRB anuncia saída do diretor jurídico e nomeação de Ana Paula Teixeira após envolvimento no caso Banco Master.
Renúncia do diretor jurídico do BRB ocorre em meio ao caso Banco Master
O BRB caso Banco Master ganhou novo capítulo com a renúncia do diretor jurídico Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, que deixará o cargo em 14 de fevereiro de 2026. Essa mudança na diretoria ocorre numa fase crítica para o banco público, que enfrenta investigações relacionadas a operações financeiras com o extinto Banco Master. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reafirmou o compromisso da instituição com a ética e a transparência, destacando a importância de manter os acionistas informados sobre fatos relevantes.
Posse de Ana Paula Teixeira reforça controles e governança no BRB
Na mesma data, o BRB anunciou a nomeação de Ana Paula Teixeira para a diretoria executiva de Controles e Riscos. Com ampla experiência no setor financeiro, incluindo cargos de liderança no Banco do Brasil, Teixeira chega para fortalecer a governança corporativa, integridade institucional e estratégias de gestão de riscos. A medida é vista como resposta direta às falhas identificadas nas operações com o Banco Master, visando restaurar a confiança dos investidores e do mercado.
Impactos financeiros e operacionais do caso Banco Master no BRB
De 2023 a 2024, o BRB adquiriu carteiras de crédito do Banco Master totalizando R$ 12,2 bilhões, que continham ativos superfaturados ou inexistentes. A intenção de adquirir o controle total do Master em 2025 não se concretizou, após aprovação inicial do Cade em junho ser revogada pelo Banco Central em setembro. Segundo depoimentos prestados à Polícia Federal, as operações causaram um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB. Este rombo financeiro evidencia a gravidade dos riscos assumidos e a necessidade de revisão dos processos internos da instituição.
Plano de capital do BRB busca recomposição financeira e liquidez
Diante da crise, o BRB apresentou ao Banco Central, em 6 de fevereiro de 2026, um plano de capital que prevê medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez da instituição no prazo máximo de 180 dias. Essa ação demonstra o empenho do banco em recuperar sua saúde financeira e restabelecer a confiança do mercado, bem como cumprir as exigências regulatórias relativas à gestão de riscos e controles internos.
Desafios para a governança corporativa frente a escândalos financeiros
O caso Banco Master evidencia os desafios enfrentados por bancos públicos ao lidar com operações complexas e riscos associados a aquisições e carteiras de crédito. A substituição do diretor jurídico e o reforço na diretoria de Controles e Riscos refletem uma tentativa de aprimorar a governança corporativa do BRB e evitar ocorrências semelhantes no futuro. A transparência nas ações e a comunicação tempestiva com acionistas e órgãos reguladores são fundamentais para a recuperação da reputação institucional e a estabilidade do sistema financeiro.





