Ponta Grossa anuncia nova residência técnica para gestão documental em 2026

Programa pioneiro oferece 35 vagas para profissionais recém-formados com curso de especialização pela UEL

Ponta Grossa anuncia nova residência técnica para gestão documental em 2026
Evento de lançamento da residência técnica em gestão documental. Foto: SETI

Ponta Grossa abre 35 vagas para residência técnica em gestão documental com curso pela UEL, iniciando em abril de 2026.

Confira a programação e distribuição das vagas para a residência técnica

O programa de residência técnica em gestão documental, lançado em 9 de fevereiro de 2026, abre 35 vagas para profissionais recém-formados em 22 cursos diferentes, com início previsto para abril de 2026. As vagas estão distribuídas em Curitiba e 12 municípios do interior do Paraná, incluindo Ponta Grossa. A seleção é voltada para profissionais formados há até três anos em áreas como Arquivologia, História, Biblioteconomia, Museologia, entre outras.

Curitiba: 7 vagas (Arquivologia, Artes Visuais, Biblioteconomia, Gestão da Informação, História e Museologia)
Campo Mourão: 1 vaga (Geografia, História, Letras e Pedagogia)
Cascavel: 1 vaga (Artes Cênicas, Artes Visuais, Arquitetura e Urbanismo, História e Letras)
Guarapuava: 2 vagas (Arquivologia, Biblioteconomia, Biologia, Ciências da Informação, Física, Geografia, Geologia, História e Museologia)
Irati: 2 vagas (História)
Jacarezinho: 2 vagas (Filosofia, História e Letras)
Londrina: 6 vagas (Arquivologia, Biologia, Física, História, Pedagogia e Química)
Marechal Cândido Rondon: 2 vagas (História)
Maringá: 4 vagas (Artes Visuais, Biotecnologia, Ciências Biológicas, Ciências da Computação, Ciências Sociais, Física, Geografia, História, Informática, Matemática, Museologia e Química)
Paranavaí: 1 vaga (História)
Paranaguá: 1 vaga (História)
Ponta Grossa: 5 vagas (Geografia e História)

  • União da Vitória: 1 vaga (Geografia, História e Pedagogia)

Estrutura e objetivos da residência técnica em gestão documental

A residência técnica gestão documental iniciará suas atividades em abril de 2026, com duração prevista de dois anos. O programa combina ensino teórico e atividades práticas, realizado em ambiente virtual de aprendizagem da Universidade Virtual do Paraná (UVPR) em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL). A carga horária do curso de especialização é de 360 horas, contemplando nove disciplinas que abordam temas como gestão de documentos digitais, políticas de patrimônio cultural, conservação de acervos e história pública.

Os residentes dedicam-se a 30 horas semanais em museus, centros de documentação das universidades estaduais, Biblioteca Pública do Paraná e Arquivo Público do Paraná. A iniciativa busca unir conhecimento acadêmico e aplicação prática para a formação de profissionais capacitados a preservar e valorizar o patrimônio documental e histórico do Estado.

Processo seletivo e critérios para candidatos na residência técnica

As inscrições para a residência técnica gestão documental ocorreram entre 2 e 9 de março de 2026, com possibilidade de isenção da taxa para quem cumpre critérios como atuação em eventos eleitorais ou doação de sangue. A seleção inclui análise documental, prova de títulos baseada no currículo Lattes e uma prova online eliminatória e classificatória marcada para 23 de março.

A prova online consiste em 10 questões objetivas, com duração de uma hora, realizada pela plataforma da UVPR. A classificação final combina as notas da prova e da avaliação curricular. Os residentes selecionados recebem bolsa mensal de R$ 3.304, incluindo auxílio-transporte, e atuam em instituições públicas relacionadas à cultura e documentação.

Importância da residência técnica para preservação do patrimônio histórico e inovação

Maria Aparecida Crissi Knuppel, diretora de Ensino Superior da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), destaca que a residência técnica gestão documental representa um avanço para a preservação da memória e identidade do Paraná. O programa integra formação acadêmica e prática nas instituições que guardam o patrimônio documental, promovendo inovação na gestão e difusão do conhecimento.

O curso é uma política pública amparada pela Lei nº 20.086/2019, que reconhece os programas de residência técnica como instrumentos para qualificar profissionais em diversas áreas do conhecimento, incentivando o desenvolvimento científico, cultural e social do Estado.

Impacto e perspectiva futura dos programas de residência técnica no Paraná

Atualmente, o Paraná conta com 1.542 residentes distribuídos em 11 programas que abrangem áreas como desenvolvimento rural, economia, gestão pública, saúde e segurança. A residência técnica em gestão documental amplia essa oferta, fortalecendo setores ligados à cultura, educação e memória.

Essa estratégia do Governo do Paraná para capacitação profissional fomenta o mercado de trabalho qualificado, estimula a inovação e contribui para a preservação do patrimônio histórico, além de promover a inclusão dos jovens profissionais em ambientes públicos estratégicos.

Com previsão de início em abril de 2026, a residência técnica gestão documental em Ponta Grossa e demais cidades do Estado reforça o compromisso com a formação continuada, valorização do patrimônio e o desenvolvimento sustentável do Paraná.