Após matar casal e ferir terceiro, autor foi achado em frente ao batalhão da Brigada Militar

Suspeito de feminicídio em Santa Clara do Sul foi encontrado morto após matar casal e ferir terceiro.
O suspeito de feminicídio em Santa Clara do Sul foi encontrado morto em frente ao batalhão da Brigada Militar na manhã de 11 de fevereiro de 2026. Este desfecho ocorreu após o homem ser alvo de buscas policiais por ter cometido um crime grave na noite de 9 de fevereiro, quando matou um casal e feriu uma terceira pessoa.
Contexto do crime e investigação policial
O caso envolve o assassinato de Juliane Cristine Schuster, de 30 anos, e Fabiano Luís Fleck, de 37 anos. Fabiano morreu em decorrência dos tiros após ter sido atropelado e baleado, enquanto Juliane foi atingida por pelo menos cinco disparos dentro de casa. Ambos eram pais de duas meninas, que ficaram sob proteção da vizinhança após a tragédia.
O sobrevivente do ataque, namorado atual de Juliane, relatou que ele e Fabiano conversavam na área externa da residência quando o suspeito chegou em uma caminhonete, acelerou contra eles e atirou contra Fabiano, que morreu no local. Para salvar a própria vida, o sobrevivente fingiu estar morto e ficou escondido sob o veículo. Em seguida, o suspeito entrou na casa e atirou contra Juliane, que estava no banheiro.
Medidas protetivas e antecedentes do autor
Juliane possuía medida protetiva contra o agressor desde dezembro de 2025, o que reforça a gravidade e a recorrência das ameaças. A investigação aponta que o suspeito mantinha um relacionamento anterior com a mulher, configurando o crime como feminicídio e homicídio.
Durante as buscas, a polícia encontrou bilhetes e cartas na casa do suspeito, sugerindo que ele planejara o ato e sua própria morte após o crime. A prisão preventiva do acusado já havia sido decretada pela Justiça antes de seu corpo ser localizado.
Impactos sociais e resposta da comunidade
O episódio chocou a comunidade de Santa Clara do Sul, que mobilizou vizinhos para proteger as crianças das vítimas. A violência doméstica e o feminicídio permanecem como desafios graves para a segurança pública regional, e o caso reabre debates sobre a efetividade das medidas protetivas e o acompanhamento de agressores.
Considerações finais sobre o caso e investigações
Com os relatos do sobrevivente e a análise das evidências, as autoridades continuam a apurar a dinâmica completa do crime. A morte do suspeito coloca um ponto final na busca ativa, mas evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes na prevenção de feminicídios. O caso ressalta a urgência de proteção às vítimas e o enfrentamento da violência de gênero no interior do Rio Grande do Sul.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





