As autoridades investigam a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina após repercussão nacional provocada pela morte do cachorro comunitário na Praia Brava

Delegado Ulisses Gabriel afirma estar tranquilo diante das investigações do Ministério Público sobre sua conduta no caso do cão Orelha em Santa Catarina.
Investigação do Ministério Público sobre o delegado Ulisses Gabriel no caso cão Orelha
O delegado Ulisses Gabriel, chefe da Polícia Civil de Santa Catarina, afirmou estar “absolutamente tranquilo” frente à investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sobre sua atuação no caso da morte do cachorro comunitário conhecido como cão Orelha, ocorrido no início de janeiro na Praia Brava. O MPSC instaurou um procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral em resposta a múltiplas representações apresentadas, com o objetivo de avaliar se será necessário instaurar um inquérito civil para ações judiciais.
Pedido de exumação e novas diligências reforçam aprofundamento das investigações
O Ministério Público solicitou judicialmente a exumação do corpo do cão Orelha para realização de perícia direta, além de requerer diligências complementares. As Promotorias de Justiça envolvidas analisaram o inquérito policial e boletins de ocorrência, reforçando a importância de esclarecimentos sobre possível coação durante o processo investigativo. Foram pedidos novos depoimentos e a coleta de vídeos relacionados a maus-tratos e outros registros que possam contribuir para a apuração dos fatos.
Ulisses Gabriel e a postura da Polícia Civil diante da causa animal
Em coletiva realizada em 27 de janeiro, Ulisses Gabriel destacou o compromisso da Polícia Civil de Santa Catarina com a defesa dos direitos dos animais, ressaltando a criação de delegacias especializadas para atender essas demandas. Além disso, o delegado adotou o cão Caramelo, outro animal envolvido nos casos de maus-tratos ligados à morte do cão Orelha, demonstrando seu empenho pessoal na causa.
Contexto e repercussão nacional do caso do cão Orelha
O episódio envolvendo o cão Orelha ganhou ampla repercussão em todo o país, gerando mobilização social e atenção das autoridades. A complexidade do caso eleva o interesse público e reforça a importância da investigação rigorosa para garantir a transparência e a responsabilidade na apuração dos fatos, especialmente diante de denúncias de possíveis irregularidades e coação no processo.
Procedimentos legais e prazos estabelecidos para o avanço das investigações
A Justiça determinou o prazo de 20 dias para a conclusão das diligências solicitadas pelo Ministério Público. Após a coleta e análise dos novos elementos, as Promotorias de Justiça avaliarão as medidas cabíveis, garantindo o respeito ao sigilo processual e à proteção de envolvidos, incluindo aspectos relacionados à participação de adolescentes de forma indireta no caso. O procedimento permanece em fase investigatória, com a Polícia Civil e o Ministério Público atuando para esclarecer todas as circunstâncias e responsabilidades.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Ulisses Gabriel é delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina e é investigado por conduta no caso "Cão Orelha"





