Polícia Federal divulga detalhes da 3ª fase da operação que investiga irregularidades envolvendo RioPrevidência e Banco Master

A operação Barco de Papel da PF apreendeu R$ 429 mil em espécie e veículos de luxo, investigando irregularidades financeiras envolvendo RioPrevidência e Banco Master.
Apresentação da operação Barco de Papel e apreensão de valores
A operação Barco de Papel realizada pela Polícia Federal em 11 de fevereiro de 2026 marcou a 3ª fase das investigações contra irregularidades financeiras envolvendo a RioPrevidência e o Banco Master. Durante as ações, foram apreendidos R$ 429 mil em espécie em um imóvel localizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina, quando um dos ocupantes tentou ocultar o dinheiro ao jogá-lo pela janela do apartamento. Esta apreensão ocorre no contexto de uma investigação de ampla repercussão que envolve a gestão de recursos públicos e crimes contra o sistema financeiro.
Mandados de busca e apreensão em Santa Catarina: foco em Balneário Camboriú e Itapema
As equipes da Polícia Federal cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, ambas em Santa Catarina. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, fundamentados em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas. Além do dinheiro encontrado, os agentes apreenderam dois veículos de luxo, aparelhos celulares e uma série de documentos relevantes para a apuração dos fatos.
Detalhes dos crimes investigados na operação Barco de Papel
A investigação iniciou em novembro de 2025 e apura um conjunto de nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões pertencentes à RioPrevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Os crimes sob análise incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, indução ao erro de repartições públicas, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva. A gravidade das condutas aponta para um esquema complexo que comprometeu a segurança financeira da autarquia.
O papel do Banco Central e a liquidação do Banco Master
O Banco Central determinou a liquidação do Banco Master em 19 de novembro de 2025, interrompendo as operações da instituição financeira. A medida visou proteger o sistema financeiro e os investidores diante das irregularidades detectadas. Apesar do aporte da RioPrevidência de quase R$ 1 bilhão no banco, o órgão responsável garantiu que os pagamentos a aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro não seriam afetados, ressaltando que o valor investido era inferior ao montante mensal destinado à folha de pagamentos da autarquia.
Implicações e desdobramentos para a RioPrevidência e o sistema financeiro
A operação Barco de Papel revela os riscos associados à aplicação de recursos públicos em instituições financeiras com gestão questionável. A investigação demonstra como a aplicação de quase R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master resultou em prejuízos potenciais para a RioPrevidência. O caso ressalta a importância da fiscalização rigorosa para evitar fraudes e garantir a proteção dos direitos dos segurados. A continuidade das apurações poderá resultar em novas medidas judiciais e administrativas para responsabilizar os envolvidos e recuperar os recursos desviados.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





