Abate de bovinos registra alta de 13,1% no quarto trimestre de 2025

Volume de animais abatidos cresce apesar da queda na receita, segundo dados do IBGE

Abate de bovinos registra alta de 13,1% no quarto trimestre de 2025
Rebanho bovino em processamento para abate no Brasil Foto: Agência

O abate de bovinos cresceu 13,1% no último trimestre de 2025, alcançando quase 11 milhões de cabeças, apesar de receita em queda.

Crescimento expressivo no abate de bovinos no quarto trimestre de 2025

O abate de bovinos registrou um aumento de 13,1% no quarto trimestre de 2025, totalizando 10,95 milhões de cabeças, segundo dados divulgados pelo IBGE. Esse crescimento representa um movimento relevante no setor da pecuária, refletindo tanto a demanda interna quanto fatores ligados à produção e políticas econômicas. O volume mais elevado de animais abatidos indica uma dinâmica intensa de comercialização e processamento dentro do período analisado.

Impactos da queda da receita no setor de pecuária bovina

Apesar do aumento no volume do abate de bovinos, a receita do setor sofreu um recuo superior a 11%, com faturamento de US$ 1,175 bilhão no trimestre. Essa discrepância aponta para uma pressão sobre os preços pagos aos produtores e para mudanças na cadeia produtiva, possivelmente influenciadas pela volatilidade dos mercados internacionais e internos. A redução da receita pode afetar a rentabilidade dos produtores, exigindo estratégias para enfrentar a continuidade do cenário econômico desafiador.

Relação entre safras agrícolas e o mercado de bovinos

A produção agrícola, especialmente das oleaginosas como a soja, impacta diretamente o setor pecuário. A estimativa para a safra brasileira de soja em 2025 é de 172,5 milhões de toneladas, com previsão geral de 178 milhões de toneladas para a oleaginosa. As cotações da soja influenciam o custo de alimentação do rebanho, afetando a decisão dos produtores sobre o volume de abate e investimentos. Assim, variações nas safras agrícolas geram efeitos em cascata no segmento de bovinos.

Desafios financeiros e restrições de crédito para a safra 2025/26

O setor agrícola e pecuário enfrenta restrições significativas no acesso a crédito devido ao aumento da inadimplência, do número de recuperações judiciais e da seletividade maior dos bancos. Essas condições limitam os investimentos para a safra 2025/26, impactando a capacidade produtiva e a modernização das propriedades. A redução do apetite para investimentos decorre também da baixa nas margens causada pela queda dos preços dos grãos, criando um ambiente de cautela para produtores e financiadores.

Perspectivas para a pecuária e a economia rural em 2026

Com os dados recentes indicando crescimento no abate e simultânea queda na receita, o setor de pecuária bovina no Brasil se encontra em um momento de adaptação. A conjuntura exige que produtores avaliem estratégias para maximizar eficiência e reduzir custos, considerando as relações entre oferta de grãos, custos de produção e demanda por carne. A continuidade da análise do mercado e das políticas de crédito será fundamental para orientar decisões e garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva nos próximos anos.

Fonte: globorural.globo.com

Fonte: Agência