A estatal mantém participação na petroquímica, mas abre mão do controle acionário em decisão recente
Petrobras decide não exercer direito de preferência na Braskem e mantém participação sem controle acionário.
Decisão da Petrobras sobre o direito de preferência na Braskem
Em comunicado oficial divulgado em 12 de janeiro de 2026, a Petrobras anunciou que decidiu não exercer o direito de preferência na Braskem, mantendo sua posição acionária sem ampliar nem vender sua participação. Essa decisão foi tomada durante reunião do Conselho de Administração realizada no dia anterior e reflete uma nova postura da estatal em relação ao controle da petroquímica.
Contexto da venda da participação da Novonor na Braskem
A Novonor, antiga Odebrecht, é a controladora da Braskem, detendo 50,1% das ações com poder de voto. A empresa está em recuperação judicial desde os desdobramentos da Operação Lava Jato e busca vender sua fatia na companhia há cerca de sete anos. Essa venda é uma das estratégias da Novonor para renegociar dívidas e evitar o colapso financeiro diante do cenário de insolvência.
Papel da gestora IG4 Capital e do fundo Shine na transação
Em dezembro de 2025, a gestora IG4 Capital, que assessora o fundo Shine, anunciou um acordo para adquirir as ações da Novonor na Braskem. O acordo inclui a compra de dívidas estimadas em cerca de 20 bilhões de reais, que a controladora possui com grandes bancos brasileiros e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A operação representa um movimento importante na reestruturação do controle acionário da petroquímica.
Aguardando aprovação regulatória para a transação
A concretização da venda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da finalização das negociações entre as partes envolvidas. A decisão da Petrobras de não exercer seus direitos de preferência indica que o Conselho da estatal não enxerga necessidade de interferir na transação em andamento, o que pode facilitar o processo regulatório.
Implicações estratégicas para a Petrobras e para o mercado petroquímico
Ao abrir mão do direito de preferência, a Petrobras mantém seu papel como sócia e fornecedora de matérias-primas para a Braskem, mas sem controle acionário. Essa postura pode alterar a dinâmica de governança da petroquímica, influenciando estratégias de investimento e operação futuras. Além disso, a decisão reflete a avaliação da Petrobras sobre o contexto econômico e regulatório, indicando uma preferência por se manter em uma posição menos interventora no segmento.





