Com 15 anos de história, o bloco celebra a ocupação democrática e inclusiva dos espaços públicos durante o carnaval na capital federal

O bloco Aparelhinho completa 15 anos consolidando o carnaval de rua em Brasília com inovação e inclusão social.
Confira a programação completa do aniversário do bloco Aparelhinho em Brasília
14 de fevereiro, Setor Bancário Sul: DJs fundadores Pezão, Rafael Ops e Rodrigo Barata comandam o repertório
Convidados especiais: Biba e Mica, Pororoca DJs com Emidio e Leroy garantem diversidade musical
Origem e evolução do bloco Aparelhinho em 15 anos de carnaval
O bloco Aparelhinho tem sua trajetória iniciada em 2012, quando um simples som eletrônico montado sobre um carrinho alegórico percorreu as ruas de Brasília, uma cidade muitas vezes associada à ausência de carnaval de rua. O DJ Rafael Ops, cofundador, destaca que a inspiração veio das aparelhagens do Pará, e o projeto nasceu da vontade de ocupar e colorir os espaços públicos da capital federal com celebrações carnavalescas. O primeiro carrinho foi desenvolvido na oficina de marcenaria do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o arquiteto Gustavo Góes, concebido para ser móvel e acessível a diversos ambientes urbanos, muito diferente de um típico trio elétrico.
Impacto social e cultural do bloco no carnaval de Brasília
Ao longo de sua história, o Aparelhinho transcendeu a ideia de bloco tradicional e se consolidou como um movimento de apropriação cultural e ressignificação do espaço público. Com cores vibrantes e uma estrutura tecnológica que evoluiu de madeira para ferro e formatos diversos, o bloco promove uma experiência inclusiva, abrindo espaço para foliões infantis e pessoas com mobilidade reduzida. A publicitária Bruna Daibert, frequentadora desde a origem, ressalta a importância da formação de novos públicos para o carnaval, defendendo a ocupação democrática da cidade e o direito de levar a festa para além dos espaços convencionais, como quadras residenciais.
Desafios urbanos e acessibilidade nas ruas do Setor Bancário Sul
Apesar do sucesso, o Aparelhinho enfrenta desafios ligados à infraestrutura urbana. A dentista Fabiana Montandon, que participa do bloco há uma década, chama a atenção para as dificuldades de acessibilidade, como buracos nas vias e a ausência de rampas que dificultam o acesso para pessoas com mobilidade reduzida. A questão dos banheiros acessíveis também é destacada como ponto a melhorar. Tais desafios evidenciam a necessidade de políticas públicas que garantam a inclusão plena em eventos culturais e o respeito aos direitos dos participantes.
Diversidade musical e repertório inovador dos DJs do Aparelhinho
O repertório do bloco é marcado pela diversidade, unindo música eletrônica a ritmos típicos do carnaval brasileiro, como frevo, axé e samba-enredo, além de explorar gêneros contemporâneos como brega funk e piseiro. Segundo o DJ Rodrigo Barata, a proposta sonora busca abranger múltiplas vertentes musicais, criando uma atmosfera festiva e plural. Essa mistura sonora atrai foliões de diferentes perfis e amplia o alcance cultural do bloco, que também conquistou a adesão de moradores que até então não participavam do carnaval de rua.
O futuro do bloco Aparelhinho e o fortalecimento do carnaval de rua em Brasília
Com cerca de 100 pessoas envolvidas na organização e apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, o Aparelhinho representa uma importante força na valorização do carnaval de rua em Brasília. A festa é celebrada não apenas pela música, mas pelo sentimento de pertencimento e ocupação cidadã dos espaços públicos. Para os organizadores e participantes, a continuidade do bloco é sinônimo de resistência cultural e democratização do lazer, abrindo caminho para que o carnaval se estabeleça como um evento plural, inclusivo e representativo da identidade local.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





