Eclipse solar com anel de fogo terá visibilidade restrita em 17 de fevereiro

Fenômeno ocorrerá principalmente na Antártida e regiões específicas do Pacífico e África do Sul

Eclipse solar com anel de fogo terá visibilidade restrita em 17 de fevereiro
Imagem do fenômeno do eclipse solar com anel de fogo em vista espacial.

O eclipse solar anular de 17 de fevereiro de 2026 será visível na Antártida com visibilidade parcial em áreas do Pacífico e da África do Sul.

Confira a programação dos eclipses solares e lunares previstos para 2026

17 de fevereiro: Eclipse solar anular com “anel de fogo” visível na Antártida; parcial no Pacífico Sul, Oceano Índico e África do Sul.
3 de março: Eclipse lunar total, conhecido como “Lua de Sangue”, visível nas Américas, Ásia e Austrália.
12 de agosto: Eclipse solar total visível na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e Portugal.
27 a 28 de agosto: Eclipse lunar parcial com visibilidade nas Américas, Europa e África.

Entenda o eclipse solar anular e o fenômeno do anel de fogo

O eclipse solar anular ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas está em seu apogeu, o ponto mais distante da órbita, o que faz com que seu diâmetro aparente seja menor que o do Sol. Isso impede que a Lua cubra totalmente o disco solar, formando um anel luminoso ao redor, conhecido como “anel de fogo”.

O astrônomo Thiago Gonçalves, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que este alinhamento geométrico é responsável pelo espetáculo visual único que ocorre durante o fenômeno. A estreita faixa onde o eclipse é total restringe a visibilidade ao local exato onde a sombra da Lua toca a superfície terrestre.

Impactos da visibilidade limitada no Brasil e outras regiões

A sombra projetada pela Lua para o eclipse solar anular de 17 de fevereiro de 2026 não alcançará o território brasileiro, impossibilitando a observação direta do evento no país. Apenas áreas específicas, como a Antártida, terão a chance de observar o fenômeno em sua totalidade.

Regiões do Pacífico Sul, Oceano Índico e uma pequena faixa próxima à África do Sul poderão assistir a uma versão parcial do eclipse. A localização restrita da sombra demonstra como a geometria orbital influencia diretamente a experiência dos observadores de diferentes pontos do planeta.

Perspectivas para eclipses solares e lunares em 2026

Além do eclipse anular de fevereiro, o ano de 2026 contará com mais três eventos notáveis:

  • Em 3 de março, um eclipse lunar total, conhecido como “Lua de Sangue”, que ocorre quando a Lua entra na sombra da Terra e apresenta coloração avermelhada, será visível nas Américas, Ásia e Austrália.
  • Em 12 de agosto, haverá um eclipse solar total, visível em localidades como Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e Portugal.
  • Entre 27 e 28 de agosto, um eclipse lunar parcial poderá ser observado nas Américas, Europa e África.

Esses eventos ampliam as oportunidades de observação para entusiastas e pesquisadores da astronomia no decorrer do ano.

Importância da observação e preparativos para futuros eclipses no Brasil

Embora o eclipse solar anular de fevereiro não seja visível no Brasil, há previsão para um novo eclipse do tipo anular em 6 de fevereiro de 2027, com possibilidade de observação parcial em diferentes regiões brasileiras. Essa perspectiva motiva a preparação e o interesse por eventos astronômicos no país.

O acompanhamento desses fenômenos oferece insights sobre mecânica celeste e desperta o interesse científico e cultural em astronomia, além de estimular o turismo em locais privilegiados para a observação.

Geometria e dinâmica orbital por trás dos eclipses solares

Os eclipses solares dependem da posição relativa entre Terra, Lua e Sol. Quando a Lua está próxima do perigeu, seu ponto mais próximo da Terra, pode cobrir completamente o Sol, originando um eclipse total. Já no apogeu, como em 17 de fevereiro de 2026, a cobertura é parcial, causando o efeito anular.

Essa dinâmica orbital determina a largura e a trajetória da sombra projetada, afetando diretamente onde e como o eclipse pode ser observado na superfície terrestre.

A compreensão desses aspectos é fundamental para a previsão precisa dos fenômenos e para a organização de observações científicas e amadoras.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br