Simpósio discute desafios e avanços para aplicar acordo global de proteção da biodiversidade marinha
O 3º Simpósio BBNJ no Rio aborda a implementação do Tratado do Alto-Mar, promovendo debate sobre conservação marinha e sustentabilidade.
Confira a programação do 3º Simpósio BBNJ no Rio de Janeiro
- 10 a 12 de março / Museu do Amanhã: Evento com palestras e debates sobre o Tratado do Alto-Mar, com transmissão online e inscrições gratuitas.
- Participação de palestrantes nacionais e internacionais, incluindo a embaixadora Janine Felson e a cientista Lisa Levin.
A importância do tratado do Alto-Mar para a governança global dos oceanos
Após quase 20 anos de negociações, o Tratado do Alto-Mar entrou em vigor em janeiro deste ano, marcando um avanço significativo na governança internacional dos oceanos. Ratificado por mais de 80 países, o acordo define diretrizes para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade em áreas além da jurisdição nacional. A iniciativa reflete a crescente preocupação global com a preservação dos ecossistemas marinhos, fundamentais para o equilíbrio ambiental e o desenvolvimento socioeconômico.
Desafios regulatórios e científicos para a implementação do acordo
Durante o simpósio, especialistas discutirão os principais obstáculos para a aplicação do tratado, especialmente nos aspectos que dependem de evidências científicas robustas para regulamentação. O diretor de pesquisa do Inpo, Andrei Polejack, destaca que muitas questões ainda carecem de detalhamento no texto, exigindo análise aprofundada para assegurar eficácia na proteção dos oceanos. O encontro pretende fortalecer o diálogo entre cientistas, gestores e formuladores de políticas para superar esses desafios.
Participação de atores-chave no processo do tratado do Alto-Mar
O evento contará com a presença de autoridades como a embaixadora Janine Felson, coordenadora do processo preparatório do BBNJ na ONU, e Lisa Levin, reconhecida cientista em ecologia marinha e impactos das mudanças climáticas no oceano profundo. A participação desses especialistas reforça a importância do simpósio para alinhar esforços internacionais e nacionais na implementação do tratado, promovendo uma governança colaborativa e baseada em conhecimento técnico.
Impactos esperados para a conservação marinha e sustentabilidade oceânica
A implementação do Tratado do Alto-Mar pode transformar a forma como os recursos marinhos são protegidos e utilizados, garantindo que a biodiversidade em alto-mar seja preservada para as futuras gerações. Ao estabelecer um marco legal internacional, o acordo contribui para mitigar os efeitos das ameaças ambientais e promover o uso sustentável dos oceanos, essenciais para a manutenção dos serviços ecossistêmicos e a segurança alimentar global.
O papel do Museu do Amanhã como espaço para diálogos ambientais
Realizado no Museu do Amanhã, o simpósio ganha um palco simbólico para a reflexão sobre o futuro dos oceanos e do planeta. O local, conhecido por suas exposições sobre sustentabilidade e ciência, oferece ambiente propício para debates que buscam soluções inovadoras e colaborativas para desafios ambientais globais. A escolha do Rio de Janeiro como sede reforça a relevância do Brasil no cenário internacional de conservação marinha.





