Mulher trans é baleada após pegar arma de policial durante abordagem em Campo Grande

Conflito entre grupo de travestis e PM no Centro de Campo Grande terminou com disparos e prisões

Mulher trans é baleada após pegar arma de policial durante abordagem em Campo Grande
Momento da abordagem policial que resultou em disparos no Centro de Campo Grande. Foto: N/A

Mulher trans foi baleada após pegar arma de policial em abordagem no Centro de Campo Grande, MS, gerando investigação e prisões.

Contexto da abordagem e incidente em Campo Grande

A mulher trans é baleada durante abordagem policial no cruzamento da Avenida Calógeras com a Rua 15 de Novembro, no Centro de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na tarde de 16 de fevereiro de 2026. O episódio envolve um grupo de travestis, entre eles a mulher conhecida como Gabi, que se envolveu em luta corporal com policiais militares. O conflito escalou quando ela tomou a pistola de um dos PMs e a apontou contra os agentes.

Detalhes da ação policial e reação da mulher trans

Durante a abordagem, um policial tenta conter Gabi, momento em que sua arma cai no chão. A mulher trans a pega e a aponta para os policiais, que respondem com quatro disparos. Conforme registros preliminares, Gabi foi atingida por tiros na coxa direita, abdômen e quadril. A situação gerou grande tensão, com intervenção do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para o socorro.

Consequências imediatas e investigações em curso

Após o incidente, Gabi foi levada para a Santa Casa sob custódia policial. Além dela, uma segunda pessoa foi presa em flagrante, embora detalhes sobre as acusações não tenham sido divulgados. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul afirmou que os procedimentos operacionais padrão foram seguidos e instaurará Inquérito Policial Militar para apurar o uso da força e as circunstâncias da ocorrência envolvendo disparos.

Impacto social e questionamentos sobre abordagens policiais a travestis

Este episódio realça a complexidade e tensão em abordagens policiais envolvendo a comunidade trans e travesti. A situação evidencia desafios na relação entre forças de segurança e grupos marginalizados, além de colocar em pauta a necessidade de políticas e treinamentos específicos para evitar escalada de conflitos e garantir respeito aos direitos humanos.

Reações e procedimentos futuros das autoridades

A corporação reforça compromisso com a investigação transparente do caso e esclarece que as medidas cabíveis serão adotadas conforme apuração do inquérito militar. O caso levanta questionamentos sobre o uso da força em abordagens e reforça a importância da capacitação policial para lidar com diversidade de forma segura e respeitosa.

Fonte: www.metropoles.com