Embaixadores da Alegria lideram desfile com foco em pessoas com deficiência e saúde mental

Carnaval 2026 do Rio reafirma diversidade com desfile da Embaixadores da Alegria, que reúne pessoas com deficiência e saúde mental.
Carnaval 2026 do Rio reafirma papel social com foco em diversidade
O Carnaval 2026 do Rio de Janeiro destacou a inclusão e a diversidade como elementos centrais em seu desfile das campeãs no dia 21 de fevereiro. A escola Embaixadores da Alegria, fundada por Paul Davies e Caio Leitão, abriu a passarela na Marquês de Sapucaí celebrando duas décadas de atuação. A iniciativa, pioneira no mundo, reúne cerca de 1.200 componentes entre pessoas com e sem deficiência, fortalecendo o papel do samba como ferramenta de inclusão social e transformação cultural.
Embaixadores da Alegria e seu impacto social na cultura carnavalesca
A proposta da Embaixadores da Alegria vai além do espetáculo: utilizar cultura, samba, arte e educação para ampliar oportunidades e desmitificar preconceitos contra pessoas com deficiência. O samba-enredo deste ano, “20 anos de alegria abrindo alas para a diversidade”, composto por Pretinho da Serrinha e Fred Camacho, traz uma mensagem clara de celebração e respeito à pluralidade humana. A bateria, com 280 ritmistas, reforça a força coletiva do grupo em promover visibilidade e reconhecimento.
Saúde mental ganha espaço na passarela com presença do Centro Psiquiátrico do Rio
No contexto do Carnaval 2026 do Rio, a ala dedicada à saúde mental foi outro destaque importante. O Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ), ligado à Fundação Saúde e à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), desfila com a Embaixadores da Alegria desde 2009. Em 2026, participaram 45 integrantes, incluindo profissionais, residentes e pacientes de projetos como o grupo musical Harmonia Enlouquece, que completa 25 anos em abril, além dos programas Bem-arteiras, Pater e Geração de Renda. Essa presença reforça o protagonismo do paciente e a importância da escuta na saúde mental.
Transformação social e combate aos estigmas na saúde mental pelo samba
O diretor-geral do CPRJ, Francisco Sayão, ressaltou que limitações impostas por deficiências não impedem a capacidade de sentir alegria e ocupar espaços sociais. A participação no carnaval simboliza a superação do medo do julgamento e da rotulação, demonstrando que a saúde mental é uma potência de vida. Localizado na Gamboa, o CPRJ se destaca por romper práticas excludentes e investir em atividades culturais e interativas que mantêm seus usuários ativos na comunidade.
Fortalecimento da rede psicossocial na cultura popular carioca
Além do CPRJ, outras instituições como o Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ipub/UFRJ), o Instituto Municipal Philippe Pinel e o Instituto Cultural Dona Ivone Lara também participaram da Embaixadores da Alegria. Essa colaboração entre diversas organizações reforça a rede pública de atenção psicossocial no estado do Rio de Janeiro e promove o carnaval como um espaço plural e inclusivo, onde a diversidade é celebrada e a cultura é instrumento de transformação social.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





