pms irão a júri popular por morte de estudante em São Paulo

Decisão judicial marca avanço em caso que envolve policiais militares acusados de homicídio doloso contra estudante de medicina

pms irão a júri popular por morte de estudante em São Paulo
Policiais militares envolvidos no caso aguardam julgamento em São Paulo.

Decisão judicial determina que PMs acusados de matar estudante de medicina irão a júri popular em São Paulo.

Contexto do caso e decisão judicial sobre policiais militares

Os pms irão a júri popular após a decisão da juíza Luiza Torggler Silva, publicada em 23 de fevereiro de 2026. Os policiais Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado são acusados pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22 anos, ocorrida em novembro de 2024 na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. A análise judicial aponta que o caso trata-se de homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar, e que Macedo efetuou o disparo que vitimou o jovem.

Detalhes da abordagem e circunstâncias da morte do estudante

Na madrugada de 20 de novembro de 2024, os policiais em viatura abordaram Marco Aurélio na avenida Conselheiro Rodrigues Alves. Após um incidente envolvendo o retrovisor do carro dos policiais, Macedo perseguiu o estudante até o hotel onde ele estava, onde o encurralou e disparou contra ele, atingindo-o na barriga. A vítima foi levada ao Hospital Ipiranga, distante cerca de 6 quilômetros, apesar da existência de outras unidades médicas mais próximas, que não conseguiram atendê-lo adequadamente devido à superlotação e falhas em equipamentos.

Análise da juíza sobre conduta dos policiais no episódio

A magistrada avaliou que Macedo agiu com ânimo homicida, motivado por razão torpe e utilizando recurso que dificultou a defesa do estudante. Prado, por sua vez, teria contribuído para o crime, agredindo com um chute o jovem e auxiliando Macedo moral e materialmente. A decisão judicial não determinou a prisão preventiva dos policiais, apesar das acusações e pedidos anteriores do Ministério Público.

Reação da família e repercussões do caso na corporação

O pai do estudante, o médico Julio Cesar Acosta Navarro, manifestou emoção e esperança com a decisão, destacando a longa espera de mais de 450 dias e a luta contra a impunidade. Ele também pediu a expulsão dos policiais da corporação. O caso gerou ampla repercussão sobre a conduta policial, uso da força e responsabilidade civil e criminal no âmbito da segurança pública.

Procedimentos legais futuros e impacto no sistema de justiça

Ainda não há data marcada para o júri popular que julgará os policiais militares. A defesa anunciou intenção de recorrer da decisão, alegando dúvidas sobre os fatos e argumentando possibilidade de legítima defesa. Este episódio ressalta os desafios do sistema judicial na análise de casos envolvendo agentes de segurança e uso da força letal, além de refletir em debates públicos sobre direitos humanos e controle da violência institucional.