Campos Gerais impulsiona produção local com selo arte e indicação geográfica

A certificação de produtos artesanais fortalece a economia e amplia a visibilidade dos pequenos produtores na região

Campos Gerais impulsiona produção local com selo arte e indicação geográfica
Com o Selo Arte, Henrique Kutz pode expandir as vendas do mel produzido em Ortigueira

O Selo Arte Campos Gerais valoriza produtos artesanais, aumenta renda dos produtores e fortalece a economia regional com certificações e indicações geográficas.

Selo Arte Campos Gerais: transformação e expansão para pequenos produtores

O Selo Arte Campos Gerais tem impulsionado a produção artesanal na região desde junho, especialmente em Ponta Grossa, onde o primeiro selo foi concedido. Atualmente, os Campos Gerais concentram 48% dos produtos com essa certificação no Paraná, totalizando 46 itens habilitados. Essa conquista reflete um avanço significativo na comercialização e visibilidade dos pequenos negócios locais, que agora conseguem alcançar clientes em todo o país. Mariana Santana Scheibel, consultora do Sebrae/PR, destaca que essa evolução representa uma mudança concreta, promovida pela qualificação e gestão estratégica oferecida pela instituição.

Impactos econômicos e sociais da certificação nas famílias produtoras

A experiência da queijaria Vila Velha, de Liliane Zaziski Aardoon, é emblemática nesse contexto. Antes limitada à venda em Ponta Grossa, a empresa ampliou seu alcance nacional após a obtenção do Selo Arte, permitindo a participação em feiras importantes como o Show Rural de Cascavel e a Feira de Sabores em Curitiba. Da mesma forma, a produção de mel da família Kutz, em Ortigueira, exemplifica a valorização do produto regional com a certificação, que possibilitou a comercialização direta e a construção de marca própria, elevando o valor agregado e assegurando a continuidade do negócio familiar com mais de 2.500 colmeias em atividade.

Indicação Geográfica: reconhecimento da identidade territorial e qualidade

Além do Selo Arte, a região também se destaca pela conquista da Indicação Geográfica (IG), concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A IG fortalece a reputação dos produtos ao reconhecer suas características únicas relacionadas ao território de origem. A Associação dos Produtores de Mel de Ortigueira (Apomel), detentora da Denominação de Origem desde 2015, simboliza essa estratégia de valorização regional. Outras IGs em desenvolvimento incluem produtos como o Pão no Bafo de Palmeira e o Leite de Castro, ampliando o portfólio de itens que carregam a identidade dos Campos Gerais.

A atuação do Sebrae/PR na qualificação e formalização dos produtores locais

O Sebrae/PR tem desempenhado papel central na orientação técnica e na facilitação dos processos burocráticos para a obtenção das certificações. Programas como o Sebraetec auxiliam na profissionalização, registro e desenvolvimento de marcas, tornando viável a participação dos pequenos produtores em mercados mais amplos. Mariana Santana Scheibel reforça que este trabalho contínuo é fundamental para transformar o potencial regional em resultados concretos, fortalecendo a economia local e promovendo inclusão social.

Perspectivas futuras para os produtos artesanais nos Campos Gerais

O movimento de certificação e qualificação dos produtores nos Campos Gerais indica uma estratégia permanente de desenvolvimento econômico e cultural. A ampliação do Selo Arte para nove novos produtos em processo de habilitação demonstra o interesse e potencial da região em crescer no mercado nacional. Essa consolidação fortalece a identidade territorial, garantindo que os produtos reflitam a diversidade e tradição da região, ao mesmo tempo em que geram renda e promovem o empreendedorismo local.