Pastor da Igreja Batista da Lagoinha esclarece posicionamento político e relação com Bolsonaro

André Valadão afirmou que nunca foi bolsonarista, apesar de imagens que mostram sua proximidade com Bolsonaro em eventos religiosos.
André Valadão nega ser bolsonarista em um contexto onde sua relação com a família Bolsonaro vem sendo alvo de debates nas redes sociais. O líder da Igreja Batista da Lagoinha afirmou em 2026 que não mantém alinhamento político com o ex-presidente Jair Bolsonaro, contrastando com fotos e vídeos que mostram sua presença ao lado de integrantes da família em eventos religiosos.
Valadão destacou que não é filiado a nenhum partido político e ressaltou a importância da consciência do eleitor ao escolher candidatos. “Toda eleição, a única coisa que você como eleitor faz é posicionar-se à respeito do candidato que está mais próximo daquilo que você acredita”, declarou o pastor, apontando para uma visão mais pessoal e menos partidária sobre a política.
Contexto da relação entre André Valadão e a família Bolsonaro
Apesar das negativas de Valadão, registros visuais indicam uma relação próxima com membros da família Bolsonaro desde 2022. Imagens e vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o pastor participando de cultos e eventos ao lado do senador Flávio Bolsonaro, figura política de destaque do Partido Liberal (PL).
Um evento marcante ocorreu em dezembro de 2025, quando Flávio Bolsonaro participou de um culto da Igreja Batista da Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos. Durante a cerimônia, Valadão fez uma oração pelo senador, pedindo que ele “se reconciliaria com Deus”, gesto que reforça a conexão entre a liderança religiosa e o político.
Esses encontros têm alimentado especulações sobre o posicionamento político do pastor, apesar de suas próprias declarações contrárias a qualquer filiação ou alinhamento com movimentos partidários específicos.
Implicações do posicionamento do pastor na política e na igreja
A negação de André Valadão em ser bolsonarista ocorre num momento em que a polarização política no Brasil está bastante acentuada, e figuras públicas assumem posicionamentos que influenciam seus seguidores. A Igreja Batista da Lagoinha, sob sua liderança, tem uma base significativa de fiéis que acompanham não apenas a mensagem religiosa, mas também os posicionamentos sociais e políticos do pastor.
Essa situação evidencia o desafio de separar lideranças religiosas de alinhamentos políticos explícitos, especialmente quando há eventos públicos com políticos notórios. A postura de Valadão pode ser interpretada como uma tentativa de manter distância das controvérsias políticas, preservando o foco religioso e espiritual da igreja.
O papel do eleitor e a visão de André Valadão sobre política
Ao afirmar que o eleitor deve se posicionar em relação ao candidato que mais se aproxima de suas crenças, Valadão adotou uma visão pragmática sobre o processo eleitoral. Essa perspectiva sugere que, para ele, o engajamento político é uma escolha individual e não um endosso automático ou incondicional.
Essa declaração também sinaliza uma possível crítica ao fanatismo político, reforçando a ideia de que o alinhamento político deve ser ponderado e baseado em valores pessoais, e não na lealdade cega a figuras públicas ou partidos.
Repercussão nas redes sociais e na opinião pública
As declarações de André Valadão geraram debates e reações nas redes sociais, onde usuários relembraram e divulgaram vídeos e fotos que mostram o pastor ao lado de Bolsonaro e seus familiares. Essa repercussão evidencia a atenção que a relação entre religião e política ainda desperta no cenário brasileiro.
Embora Valadão tente separar sua imagem da militância política, a proximidade com figuras públicas e suas ações durante eventos religiosos provocam questionamentos sobre a neutralidade de sua posição.
Esse episódio destaca as complexidades da interseção entre fé, liderança religiosa e política no Brasil contemporâneo.





