Nova tarifa global dos Estados Unidos impacta exportações e abre oportunidades para o Brasil

Tarifaço dos EUA com alíquota de 15% entra em vigor em 24 de fevereiro e sinaliza mudanças nas relações comerciais com o Brasil.
Impactos do tarifaço dos EUA em vigor a partir de 24 de fevereiro
O tarifaço dos EUA com alíquota de 15% passa a vigorar a partir de 24 de fevereiro, trazendo profundas mudanças para o cenário global de comércio. Essa medida, fundamentada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, autoriza o presidente a impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios comerciais. O presidente em exercício Geraldo Alckmin destacou que essa nova rodada tarifária abre uma avenida para aprimorar o comércio entre Brasil e Estados Unidos, especialmente no setor industrial.
Contexto legal e judicial do tarifaço dos EUA
A adoção do tarifaço dos EUA ocorreu em meio a uma decisão da Suprema Corte norte-americana, divulgada em 20 de fevereiro, que considerou ilegal a imposição unilateral das tarifas emergenciais recentemente aplicadas. Inicialmente fixadas em 10%, as tarifas foram elevadas para 15% pelo ex-presidente Donald Trump no dia 21 de fevereiro, em publicação na rede social Truth Social. A Corte estabeleceu limites sobre a autonomia do Executivo para impor taxas comerciais sem respaldo legislativo, o que levou à revisão das alíquotas.
Benefícios do tarifaço dos EUA para o Brasil nas exportações
Segundo levantamento da plataforma Global Trade Alert, o Brasil deve ser o maior beneficiado com a nova alíquota de 15%. A média das tarifas aplicadas às exportações brasileiras para os EUA deve cair de 26,3% para 12,8%, um recuo de 13,6 pontos percentuais. Produtos do agronegócio, como carne bovina, laranjas e suco de laranja, estão isentos da nova tarifa global, o que favorece ainda mais o setor. Essa redução tarifária representa uma oportunidade estratégica para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.
O papel do Brasil no comércio industrial e manufatureiro com os EUA
Geraldo Alckmin destacou que, embora os Estados Unidos sejam o terceiro maior parceiro comercial do Brasil em volume total, o país se destaca como o principal comprador de produtos industriais e manufaturados brasileiros. Diferentemente da China, que é majoritariamente mercado de commodities, os EUA demandam máquinas, aviões e motores, setores nos quais o Brasil possui forte presença. A abertura proporcionada pelo tarifaço dos EUA pode impulsionar o crescimento desses segmentos, aumentando o valor agregado das exportações brasileiras.
Perspectivas e desafios para o comércio bilateral após o tarifaço dos EUA
A implementação da alíquota de 15% impulsiona o diálogo comercial entre Brasil e Estados Unidos, porém traz desafios como a adaptação das cadeias produtivas e negociações para evitar represálias comerciais. O cenário exige que empresas brasileiras estejam preparadas para aproveitar as novas condições e que o governo fortaleça políticas de apoio à exportação. Essa dinâmica pode remodelar a balança comercial e o alinhamento estratégico entre os dois países nos próximos meses, com impacto direto na economia brasileira.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





