chuvas intensas deixam dezenas de mortos e milhares de desabrigados em minas gerais, rio de janeiro, são paulo, espírito santo, bahia e paraná

Temporais causam destruição e mantêm seis estados em alerta com dezenas de mortes e milhares de desabrigados nas regiões mais afetadas.
Confira a programação dos alertas e regiões afetadas pelos temporais
Os temporais causam destruição em seis estados brasileiros, mantendo Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Paraná sob alerta até sexta-feira (27/2). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que 607 municípios estão sob aviso de grande perigo devido à previsão de precipitação superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. As regiões afetadas abrangem:
Zona da Mata, Vale do Rio Doce e Campo das Vertentes, em Minas Gerais
Metropolitana de Belo Horizonte e Oeste de Minas
Sul e Noroeste Fluminense, Baixadas e Centro Fluminense
Metropolitana do Rio de Janeiro
Vale do Paraíba Paulista, Litoral Sul Paulista e Metropolitana de São Paulo
Litoral Norte, Sul, Noroeste e região Central do Espírito Santo
Sul da Bahia
Metropolitana de Curitiba
Impactos dos temporais causam destruição e deixam dezenas de mortos em Minas Gerais
Em Minas Gerais, os temporais causam destruição significativa, com o registro mais grave de mortes no país. A tempestade de terça-feira (23/2) resultou em 30 mortes confirmadas, 39 desaparecidos e mais de 3 mil pessoas desabrigadas. Juiz de Fora e Ubá, ambas na Zona da Mata, foram as cidades mais afetadas. Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública após registrar 24 mortes e um acumulado de 584 milímetros de chuva em fevereiro, o maior já registrado na cidade. Em Ubá, o nível do rio atingiu 7,82 metros, considerado recorde histórico, com cerca de 170 milímetros de chuva em apenas três horas.
Riscos relacionados aos temporais incluem alagamentos, deslizamentos e necessidade de evacuação
Os temporais causam destruição e elevam o risco de grandes alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas. O Inmet orienta moradores em áreas de risco a desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, além de monitorar alterações em encostas e permanecer em locais seguros. Em casos de inundação, a proteção de objetos com sacos plásticos e a busca por orientação da Defesa Civil (199) ou Corpo de Bombeiros (193) são recomendadas. As autoridades mantêm equipes de resgate ativas e salas de crise para coordenar o atendimento às vítimas.
Situação crítica no Rio de Janeiro e litoral paulista devido aos temporais
No Rio de Janeiro, as chuvas retornaram com intensidade, causando morte, desalojamento e alagamentos. Em São João de Meriti, uma idosa de 85 anos morreu e cerca de 600 pessoas ficaram desalojadas, com a cidade em estágio 5, o nível máximo de alerta. Na capital, Padre Miguel registrou mais de 83 milímetros em 24 horas. Na Costa Verde, Mangaratiba e Angra dos Reis enfrentaram volumes elevados de chuva, com mais de 130 milímetros em 24 horas, causando alagamentos e suspensão das aulas. No litoral paulista, cidades da Baixada Santista, como Peruíbe e Itanhaém, também registraram desalojados e interrupção das aulas escolares.
Medidas emergenciais e mobilização das autoridades para minimizar os efeitos dos temporais
Diante da previsão de mais chuvas intensas até 27 de fevereiro, os governadores e prefeituras mantêm gabinetes de crise mobilizados para monitorar a situação e coordenar ações emergenciais. Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema decretou três dias de luto oficial. As equipes de resgate já retiraram centenas de pessoas de áreas de risco, e pontos de apoio foram montados para acolher os desalojados. A população é orientada a seguir as recomendações oficiais para evitar riscos e preservar vidas durante o período crítico dos temporais.
Os temporais causam destruição e representam um desafio contínuo para a segurança e infraestrutura das regiões afetadas, exigindo atenção constante das autoridades e da população nas próximas semanas.
Fonte: www.metropoles.com





