Policial militar e bicheiro Adilsinho são presos em Cabo Frio

Diego D'arribada, PM da UPP Fazendinha, foi capturado junto com contraventor mais procurado do Rio em operação da Ficco/RJ

Policial militar e bicheiro Adilsinho são presos em Cabo Frio
O policial militar Diego D'arribada Rebello de Lima durante operação em Cabo Frio Foto: TV Globo/Reprodução

Policial militar Diego D'arribada e o contraventor Adilsinho foram presos em Cabo Frio durante operação contra o jogo do bicho e contrabando de cigarros.

Prisão do policial militar Diego D’arribada e do bicheiro Adilsinho em Cabo Frio

Na manhã de 26 de fevereiro de 2026, o policial militar Diego D’arribada Rebello de Lima foi capturado em Cabo Frio junto com Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, um dos maiores contraventores do Rio de Janeiro. A operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) contou com monitoramento por drones e resultou na prisão simultânea do policial e do chefe do jogo do bicho. Diego, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, atuava como segurança de Adilsinho, conforme apurado pelas autoridades.

Histórico e atuação do policial militar Diego D’arribada na corporação

Diego D’arribada ingressou na Polícia Militar em 2019 e, até o momento, não possuía registros disciplinares, segundo informações oficiais da corporação. Sua atuação na UPP da Fazendinha, Complexo do Alemão, era vista como regular até as investigações revelarem seu envolvimento direto com o contraventor Adilsinho. A prisão do policial levanta questionamentos sobre infiltração e proteção dentro das forças de segurança, especialmente em unidades consideradas estratégicas para a pacificação e combate ao crime organizado.

Perfil criminal e esquema de Adilsinho no Rio de Janeiro

Adilsinho é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, além de liderar a cúpula do jogo do bicho no Rio, com controle sobre áreas da zona sul, Centro e zona norte da capital. As investigações indicam que ele chefiava uma estrutura criminosa sofisticada, que incluía proteção de membros da polícia, o que dificultou sua captura em tentativas anteriores. Ele também é suspeito de ser mandante de execuções de rivais, incluindo homicídios contra policiais que atuavam contra seu esquema.

Impacto das operações na desarticulação da máfia dos cigarros e trabalho escravo

Além da prisão dos envolvidos, as autoridades já haviam desarticulado três fábricas clandestinas ligadas ao bicheiro, localizadas na Baixada Fluminense, onde mais de 20 trabalhadores paraguaios foram encontrados em condições análogas à escravidão. Essas ações evidenciam a complexidade e gravidade do esquema criminoso, que envolve contrabando, exploração de mão-de-obra e violência. A prisão de Adilsinho e de seu segurança policial representa um avanço importante no combate organizado a essas práticas ilegais.

Desafios para a segurança pública e medidas futuras para combater a corrupção policial

A captura do policial militar Diego D’arribada junto com Adilsinho expõe fragilidades na fiscalização e controle interno das forças policiais. A conivência de agentes públicos com organizações criminosas enfraquece a confiança da população e dificulta o combate efetivo ao crime organizado. Novas medidas de monitoramento, transparência e investigação serão essenciais para evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer, fortalecendo a integridade das instituições e a segurança pública no estado.

A prisão ocorrida em 26 de fevereiro de 2026 representa uma mudança significativa no enfrentamento do jogo do bicho e do contrabando de cigarros no Rio de Janeiro, ao desmantelar uma das mais protegidas redes criminosas e revelar a participação de agentes públicos no esquema.