Presidente critica falta de projetos para investimento e aponta descaso diante das tragédias causadas pelas chuvas

Lula critica Romeu Zema por não usar recursos do PAC em obras contra impactos das chuvas em Minas Gerais.
Contexto da cobrança de Lula sobre os recursos do PAC em Minas Gerais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, 27 de fevereiro de 2026, que a falta de aplicação dos recursos do PAC em Minas Gerais é reflexo de um “descaso histórico” do governo estadual para com a população mais vulnerável. A crítica foi feita durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília (DF). Lula ressaltou que o governo federal disponibilizou R$ 3,5 bilhões para obras voltadas à prevenção dos impactos das fortes chuvas que atingiram Minas Gerais, mas que a ausência de projetos por parte da gestão do governador Romeu Zema impede a liberação desses fundos.
Impactos das chuvas em Juiz de Fora, Ubá e região da Zona da Mata
As precipitações intensas que castigaram Minas Gerais desde o início da semana resultaram em uma tragédia com 68 mortes confirmadas até o dia 27 de fevereiro. Cidades como Juiz de Fora e Ubá foram duramente afetadas, sofrendo com destruição de casas e milhares de desabrigados. A estimativa aponta para mais de 400 pessoas sem moradia somente nessas localidades. A região da Zona da Mata enfrenta desafios para reverter os danos causados pelas enxurradas e deslizamentos decorrentes das chuvas. A situação exige ações emergenciais e estruturais para minimizar os efeitos e prevenir futuras catástrofes.
Viagem de Lula para acompanhamento das obras e diálogo com lideranças locais
No sábado, Lula viajará para Minas Gerais para sobrevoar as áreas mais afetadas pelos temporais. Durante sua visita, o presidente se reunirá com representantes dos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na prefeitura de Juiz de Fora. A agenda inclui encontros com autoridades locais para discutir o andamento das obras de prevenção e a necessidade urgente da utilização dos recursos federais destinados ao estado. O ministro das Cidades, Jader Filho, e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, acompanharão o presidente em sua missão para reforçar o compromisso do governo federal com a reconstrução da região.
Análise da ausência de projetos para liberação dos recursos do PAC
De acordo com o ministro das Cidades, Jader Filho, a principal barreira para a utilização dos R$ 3,5 bilhões do PAC em Minas Gerais é a não apresentação de projetos concretos pelo governo estadual. Sem esses planos, os recursos permanecem bloqueados, impedindo ações fundamentais para obras de infraestrutura e prevenção. Essa situação tem gerado críticas políticas e preocupações sobre a capacidade da administração local de assegurar investimentos estruturantes que possam proteger a população e mitigar os efeitos dos temporais.
Consequências políticas da crise entre os governos federal e estadual
O embate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Romeu Zema ganha destaque diante da gravidade da crise humanitária em Minas Gerais. A cobrança pela aplicação dos recursos do PAC expõe divergências políticas e acende debates sobre a responsabilidade pelo atendimento às necessidades emergenciais e planejamentos de longo prazo. O cenário reforça a importância de cooperação entre os governos para enfrentar desafios climáticos e sociais, principalmente em estados com grande vulnerabilidade a desastres naturais.
A situação em Minas Gerais segue sendo monitorada intensamente pelas autoridades, com expectativa de que a visita presidencial contribua para acelerar a liberação dos recursos e o início das obras necessárias para recompor a infraestrutura e garantir a segurança da população afetada.
Fonte: www.metropoles.com





