Mural de mais de 140 metros na Marginal Tietê marca protesto contra violência e celebra a vida de Tainara Souza Santos

Ato contra feminicídio inaugura mural em São Paulo em homenagem a Tainara, vítima de violência fatal em 2025.
Confira a programação do ato e a inauguração do mural em São Paulo
No domingo, 1º de março de 2026, foi inaugurado um mural de mais de 140 metros na Marginal Tietê, Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, em um ato contra feminicídio. O evento marcou o início da programação oficial do governo federal para o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. O mural homenageia Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio em novembro de 2025.
O ato contou com a participação de movimentos sociais, sindicais, moradores da comunidade do Parque Novo Mundo e parlamentares. Estiveram presentes as ministras Márcia Souza (Mulheres), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Sonia Guajajara (Povos Indígenas), e o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar).
O impacto simbólico do mural contra o feminicídio na Marginal Tietê
O mural foi pintado no local exato onde Tainara foi vítima de uma agressão brutal. Em 29 de novembro de 2025, Douglas Alves da Silva atropelou e arrastou Tainara, que foi internada com ferimentos graves e faleceu em 24 de dezembro. A obra, coordenada pelas artistas Katia Lombardo e Simone Siss, envolveu mais de 35 mulheres grafiteiras e representa uma mensagem de resistência, acolhimento e transformação social.
A ministra Márcia Souza ressaltou que o mural simboliza “restauração, reparação e transformação”, servindo como um marco para questionar a sociedade sobre os motivos que levam à violência contra mulheres. Para Simone Siss, a arte expressa a alegria de Tainara e homenageia sua paixão pela dança, além de enviar mensagens contra o feminicídio.
Mulheres artistas lideram a criação do mural e reforçam mensagem contra violência
As grafiteiras responsáveis pelo mural expressaram uma mensagem contundente de valorização da vida e resistência. Crica Monteiro destacou que o grupo de mulheres que pintaram o mural pediu que mais mulheres possam viver e realizar seus projetos. O trabalho artístico também reforça o pedido por justiça e amor à família de Tainara, que reside na região.
A iniciativa demonstra a importância da arte urbana como ferramenta de memória, denúncia e mobilização social, especialmente em temas relacionados aos direitos das mulheres.
O contexto do feminicídio e desafios para a sociedade brasileira
A ministra Marina Silva enfatizou a gravidade do feminicídio no Brasil, lembrando que aproximadamente quatro mulheres são assassinadas por dia, totalizando cerca de 1.500 mortes anuais. O ato contra feminicídio destaca a urgência do combate a essa violência, que exige mobilização ampla da sociedade.
O caso de Tainara expõe as consequências extremas da violência de gênero e reforça o compromisso das autoridades e movimentos sociais em promover políticas de proteção às mulheres e ações de prevenção.
O papel do Estado e movimentos sociais na luta contra o feminicídio
A presença de representantes do governo federal no ato evidencia o reconhecimento oficial da gravidade da violência contra a mulher e o esforço em coordenar ações integradas para enfrentá-la. Movimentos sociais e sindicais também desempenham papel fundamental na mobilização e conscientização da população.
A inauguração do mural na Marginal Tietê serve como um marco simbólico e político, convocando a sociedade a refletir e agir para erradicar o feminicídio e garantir direitos e segurança para todas as mulheres.
Este ato contra feminicídio e a homenagem a Tainara Souza Santos em São Paulo representam um esforço coletivo significativo para transformar a dor em resistência e exigir mudanças estruturais no combate à violência de gênero.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





